João Pessoa 25/06/2018 14:15Hs

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Potengi Lucena deixa carta se inocentando da Confraria e adverte Ministério Público

Ex-vereador apresenta um relato sobre os dias difíceis vivenciados após acusações desmitificadas pela Justiça

popo lucenaO WSCOM Online  teve acesso a uma carta póstuma escrita pelo ex-vereador da Capital e dirigente esportivo, Potengi Lucena, morto no último dia 4, em João Pessoa. O documento foi encaminhado à redação pelo filho Thiago Lucena. O texto intitulado “O Incrível caso de um homem honrado atingido pela injustiça”, apresenta um desabafo de Popó, como era mais conhecido pelos amigos mais íntimos, sobre as acusações impostas e processos judiciais respondidos, oriundos da vida pública, que, anos mais tarde, lhe renderam a absolvição no Poder Judiciário.

Segundo Thiago Lucena, a carta foi escrita no dia 10 de novembro de 2011, há exatos três anos da sua missa de sétimo dia. A família descobriu o documento no computador de Potengi após a sua morte.

“Nesta data, ele ainda não tinha sido absolvido de todas as acusações a ele imputadas. Mas, nós que fazemos a sua família, nos vimos no dever de propagar esta carta que, pela coincidência de data, foi feita pra ser lida na sua missa de 7º dia, como foi feito”, explica Thiago Lucena.

O filho de Potengi Lucena ainda complementa: “[desse caso] Fica uma reflexão: E a todos que lhe imputaram esta culpa, este fardo, que ele carregou por mais de nove anos? Somente baixam a cabeça e admitem que estavam errados? Repensemos para onde deveriam ir estas consequências, pois para o indivíduo inocente é que não deveria ter ido”.

Confira a carta escrita por Potengi Lucena:

“O INCRÍVEL CASO DE UM HOMEM HONRADO ATINGIDO PELA INJUSTIÇA

Aos meus parentes:

Mãe, esposa, filhos, netos, genros, irmãos, sobrinhos e afins.

Tenham a certeza de que jamais cometi qualquer ato que pudesse envergonhá-los.

Minha vida foi pautada pelo exemplo do Tenente Lucena e D. Neusa, que me mostraram os caminhos que percorri. Sem vacilos e sem deslizes. Olhando de frente para o mundo, sem jamais ter perdido o rumo certo.

Aos meus amigos:

Todos os que comigo conviveram e convivem, por conhecerem minha personalidade e retidão de caráter e que jamais duvidaram da minha correção.

Aos que me confortaram nas horas de desespero e me deram o abrigo dos seus corações bondosos. Aos que dirigiram e dirigem suas preces à Deus, para que Ele ilumine com a luz dos justos, as mentes daqueles que desdenham do meu destino.

Aos procuradores e juízes:

Algozes cruéis de um homem de bem, que ao formarem opinião, não fazem qualquer consideração aos argumentos de defesa por mais convincentes que sejam.

Tornaram-se ensandecidos à procura do que não existe. Criaram ao sabor da sua imaginação os mais diversos crimes para imputar a quem tem a consciência pura. A eles o peso do destino dos injustos.

Potengi Lucena em 10/11/2011″

Da Redação
WSCOM Online