João Pessoa 25/05/2018 12:48Hs

Início » Paraíba » Promotor vai à Justiça pedir o afastamento do prefeito Expedito Pereira

Promotor vai à Justiça pedir o afastamento do prefeito Expedito Pereira

MARINHO MENDES DOISO promotor de Justiça Marinho Mendes resolveu não dar trégua ao prefeito de Bayeux, Expedito Pereira (PSB). Em entrevista ao programa Tambaú Debate, Marinho Mendes sugere, inclusive, o afastamento de Expedido do cargo e aponta alguns do motivos: o prefeito não paga os direitos trabalhistas, a exemplo do terço de férias aos servidores públicos.

“Vamos dar entrada em uma outra ação pedindo o afastamento do prefeito por descumprimento de norma constitucional”, adiantou o representante do Ministério Público.

Marino Mendes lembra que a irregularidade, inclusive, foi objeto de uma ação impetrada pela promotora Anita Betânia apontando improbidade administrativa contra o gestor. Para Marinho, o descumprimento de um preceito constitucional seria ensejo para o afastamento de Expedito.

Para o promotor de Justiça, Bayeux está sem gestão. Vive uma crise de gestão. Lá tem prefeito constitucionalmente, legalmente, mas um prefeito que não paga o terço de férias. Isso é constitucional. Ele tem que ser afastado porque está negando efetividade a uma norma constitucional.

Marinho Mendes acusa ainda o prefeito de Bayeux de se trancar em uma redoma para não dialogar com ninguém e os servidores estão há cinco meses em greve. Já tentamos dialogar de todas as formas, pedimos dados e eles não levaram. É como se quisessem zombar de mim e do funcionalismo.

De acordo com o promotor, Bayeux perdeu a guerra para o lixo e revela: “O prefeito ficou com raiva de mim porque eu disse que era uma fossa. Não é agredindo as pessoas porque eu gosto demais de lá. Mas, onde você anda tem esgoto a céu aberto, lixo nas ruas…”, disse Marinho.

O promotor já impetrou algumas ações contra o prefeito e uma delas foi para obrigar o Município a arcar com as despesas de acolhimento às crianças e adolescentes em situação de risco e vulnerabilidade porque não há políticas públicas municipais para este segmento.

 

ClickPB