João Pessoa 18/06/2018 13:46Hs

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Unimed impede pacientes de serem atendidos no Hospital Memorial São Francisco

O Hospital Memorial São Francisco por exemplo foi alvo da discriminação da cooperativa médica

UNIMED PROIBEA direção da Unimed/JP vem realizando manobras para impedir que clientes usem as opções de atendimento do plano de saúde em hospitais concorrentes. O descredenciamento de hospitais, clínicas e laboratórios que estavam em sua rede de atendimento tem prejudicado os usuários do plano. O Hospital Memorial São Francisco por exemplo foi alvo da discriminação da cooperativa médica.

Desde o ano passado, a direção da Unimed/JP proibiu o hospital de realizar alguns procedimentos de neurologia, neurocirurgia, ortopedia e de cirurgia vascular, justamente as áreas nas quais o Memorial é referência.

A astúcia da Unimed desagrada tanto a usuários como médicos.  O usuário se revolta com a falta de qualidade e de opção de atendimento oferecida pela operadora. Além disso, a cooperativa tem o costume de tentar empurrar os médicos para realizarem procedimentos em locais ‘mais em conta’.

Para o presidente do Memorial São Francisco, Ítalo Kumamoto, que confirmou o descredenciamento do hospital para esses atendimentos, a decisão da Unimed vem prejudicando o usuário, que perdeu o direito de escolher onde quer fazer o procedimento. “Muitos pacientes reclamaram que queriam fazer o procedimento no Memorial, mas a Unimed não autoriza. E muitos médicos também se irritam com esse procedimento da Unimed”, informou.

O presidente e um dos fundadores do Memorial São Francisco destacou que o principal problema é o desrespeito ao direito do usuário que quando compra o plano é informado que o Memorial e outros hospitais fazem parte da rede. “Eles são proibidos da livre escolha. Isso é inaceitável”.

“Estamos tentando resolver de uma forma pacífica, esperando pelo bom senso da diretoria atual”, disse Ítalo Kumamoto. Ele revelou, no entanto, que alguns membros da diretoria foram deselegantes e ríspidos com ele.

Enquanto a operadora descredencia inúmeros serviços de saúde, o hospital da Unimed fica sobrecarregado, com um atendimento sem qualidade e inúmeras queixas que já chegaram à Justiça e ao Procon.

Se o paciente tiver um problema neurológico, e precisar realizar uma cirurgia, se não for um caso de morte, o Memorial tem que transferir o paciente para o hospital da Unimed. E lá só tem 100 vagas, sendo que muitas vezes não tem nem maca. Eles não valorizam as clínicas e hospitais parceiros porque veem alguns deles como inimigos, concorrentes.

O Memorial São Francisco confirmou, ainda, denúncia de que até mesmo os funcionários do próprio hospital, que têm plano de saúde pagos por ele, são impedidos de ser atendidos no Memorial.

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