João Pessoa 16/08/2018 04:20Hs

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Mulher é presa suspeita de sequestro e morte de jovem no Litoral Sul da PB

Jovem de 18 anos foi encontrada morta no fim da tarde de segunda-feira. Ela foi levada até chefe de facção criminosa e foi executada em Alhandra.

carro policia 080Uma mulher de 21 anos foi presa nesta terça-feira (21) suspeita de envolvimento na morte de uma jovem de 18 anos no Litoral Sul da Paraíba. A vítima saiu de casa, em Caaporã, na noite do domingo (19) e foi para um bar em Pitimbu. Depois disso, ela ficou sumida e o corpo dela só foi encontrado no fim da tarde da segunda-feira (20), em Alhandra, próximo à ponte do Rio Aterro. A suspeita foi autuada em flagrante por sequestro e homicídio.

Segundo informações da delegada do Núcleo de Homicídios de Alhandra, Flávia Assad, uma pessoa que sobreviveu ao crime relatou os detalhes do que aconteceu para a polícia e reconheceu a mulher que foi presa. A identidade da sobrevivente não vai ser divulgada para preservar a segurança dela.

A sobrevivente relatou à polícia que ela e a jovem que morreu estavam em um bar em Pitimbu. “Nessa conversa, a vítima do homicídio começou a dar muitas informações sobre o tráfico de Caaporã. Só que ela estava no ambiente de uma facção rival. Elas eram apenas jovens curtindo, não sabiam que ia dar problema”, explicou a delegada.

Em seguida, elas foram, por vontade própria, de moto até um assentamento na Zona Rural do município. Quando chegaram em um local ermo do assentamento, onde estava um dos chefes da facção criminosa, foram retidas na região. “Elas foram questionadas sobre a outra facção e a decisão de matá-las partiu do chefe. Essa mulher que foi presa estava nesse momento e foi a favor de que elas fossem mortas”, disse Flávia.

Elas foram levadas para Alhandra e, já na manhã da segunda-feira, a jovem foi morta com vários tiros. A outra jovem que estava com ela pulou da ponte para o rio no momento em que a colega ia ser executada e conseguiu fugir pela mata. “Elas não foram lá para isso, estavam em uma curtição de jovens. No final das contas, foi pura crueldade”, comentou a delegada.

Além dos disparos, a jovem também foi ferida com golpes de arma branca. Flávia Assad ainda informou que as duas foram torturadas fisicamente e psicologicamente. A sobrevivente disse que não houve violência sexual contra elas, mas um exame foi solicitado para confirmar a informação. A Polícia Civil segue investigando o caso para encontrar outros envolvidos no crime.

G1