João Pessoa 19/06/2018 10:11Hs

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Apesar do limite do TSE, vereadores dizem que valor para gastos em campanha é suficiente

Valor têm como base a recente minirreforma eleitoral que usa como referência os gastos das eleições de 2012, sendo que o limite é de 70% da maior despesa registrada

camarade joão pessoa saiOs vereadores de João Pessoa parecem não ter se importado muito com o limite de gastos estabelecido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para os candidatos às eleições deste ano. Quem pretende disputar o cargo poderá ter despesas de campanha até o valor de R$ 204,7 mil. Para os parlamentares que articulam suas reeleições afirmam que a quantia é suficiente para cobrir as despesas com a divulgação junto aos eleitores. O valor têm como base a recente minirreforma eleitoral que usa como referência os gastos das eleições de 2012, sendo que o limite é de 70% da maior despesa registrada na última campanha.

Para o vereador Felipe Leitão (PSL) a restrição não é problema já que ele alega ter alcançado apenas parte desses gastos na última eleição. “Acho que esse valor dá. Inclusive na minha campanha anterior foi bem menos do que isso. É suficiente para fazer nosso material de campanha e contratar alguns trabalhadores”, diz. Ele também não vê problemas no fim das doações de empresas para candidatos. “Não costumo receber doações em nenhuma de minhas campanhas. Vou para a minha terceira eleição e todas foram feitas com recursos próprios”, atesta.

Quem também não viu problemas nisso foi o vereador Lucas de Brito, também do PSL. Ele acredita que o fim do financiamento empresarial não deve comprometer as campanhas, assim como o limite de gastos. “Acho que o salário dos vereadores é razoável o suficiente para garantir um investimento na campanha”, avalia.

Raissa Lacerda (PSD) destacou ainda que suas campanhas teriam sido feitas sempre com recursos próprios e com a ajuda do pai, o ex-governador José Lacerda. Sobre o teto das despesas, ela encarou de forma positiva e falou que mudará a estratégia de contato com a população. “Eu não vou adotar mais carro de som porque incomoda as pessoas. Não terá gasto com guia, então diminuíram os gastos. Vamos fazer corpo a corpo com as pessoas prestando contas do mandato”.

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