João Pessoa 20/05/2018 19:05Hs

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Bancada de oposição na CMJP debate crise na prefeitura da capital

oposição discute  criseOs vereadores da bancada de oposição na Câmara Municipal de João Pessoa (CMJP), Raoni Mendes (PDT) e Lucas de Brito (Democrata), debateram, nesta terça-feira (17), a falta de planejamento da Prefeitura Municipal da Capital (PMJP), que confirmou, através de decreto, a crise enfrentada pela atual gestão devido ao inchaço na folha de pessoal.

Por causa do excesso de despesa no Executivo, que iniciou a gestão gastando mais de R$ 65 milhões, o prefeito Luciano Cartaxo (PT) pretende economizar R$ 102 milhões anualmente cortando gastos com a demissão de funcionários, corte de gratificações, despesa com custeio, entre outros.

O líder da bancada de oposição na Casa, Raoni Mendes, que já havia denunciado o excesso cometido pela atual administração, ressaltou o fato dos funcionários pagarem pela irresponsabilidade da gestão. “É assim que o prefeito deseja minimizar o rombo nas contas da prefeitura: demitindo os trabalhadores. É uma bela demonstração do que realmente significa o ideário petista. Afinal, as secretarias estão mantidas, pois eles preferem transferir o arroxo para aqueles mais frágeis e vulneráveis. O corte de 30% nas despesas com pessoal significa o fechamento dos serviços”, explicou o parlamentar.

O vereador Lucas de Brito reagiu com indignação a necessidade de Luciano Cartaxo em reduzir em 20% as despesas de custeio e em 30% a folha de pessoal. Para ele, o decreto do prefeito ressalta a falta de planejamento do Executivo Municipal e expõe a fragilidade petista.

“Chama a atenção que o prefeito só tenha atentado para o fato de que a máquina administrativa poderia funcionar com 30% a menos de servidores após dois anos de gestão. Cartaxo criou falsas expectativas nas pessoas, mantendo-as durante as eleições de 2014, mesmo sabendo que a Administração não as comportava”, criticou.

Raoni também destacou sobre os inúmeros empréstimos que a PMJP contratou no ano eleitoral, que segundo o vereador, somam a impressionante marca de 92 milhões de Reais, os quais são apenas de contrapartida. “A prefeitura não está em condições financeiras, sequer, de oferecer a contrapartida para as obras em que o governo federal tem o aporte majoritário de recursos. Meus caros, a prefeitura está quebrada”, enfatizou.

O decreto do Executivo ainda inclui a renegociação de contratos e a reavaliação de licitações que devem ser ajustadas às necessidades da demanda. “Como é possível a revisão de contratos e licitações já celebradas? Houve contratação a maior? Parece que o próprio prefeito coloca em dúvida as negociações realizadas com empresas que prestam serviços ao município, ao sugerir que os valores possam ser alterados da noite para o dia”, pontuou Lucas.

Assessoria