João Pessoa 27/04/2018 02:52Hs

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Cúpula do PMDB pune deputados dissidentes; paraibano está na lista

O presidente do PMDB, senador Romero Jucá (RR), assinou na tarde desta quinta-feira (10) a suspensão por 60 dias de seis deputados do partido que votaram a favor da investigação do presidente Michel Temer pelo Supremo Tribunal Federal a partir da denúncia da Procuradoria-Geral da República. São eles: Jarbas Vasconcelos (PE), Veneziano Vital do Rêgo (PB), Sergio Zveiter(RJ), Vitor Valim (CE), Laura Carneiro (RJ) e Celso Pansera (RJ). Ao cumprir a ameaça feita antes da votação da denúncia, Jucá deixa os parlamentares dissidentes. Além disso, os seis também vão perder os eventuais cargos que tenham no Governo Feeral

Um dos nomes que teria tido a indicação de Veneziano é Gilson Lira, diretor da Infraero. Veneziano classificou a decisão do PMDB como um ato de autoritarismo. Na Paraíba, o deputado também ficará afastado da presidência municipal do partido em Campina Grande.

Romero Jucá (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

“O Palácio do Planalto deve retaliar Celso Pansera (RJ), Laura Carneiro (RJ), Veneziano do Rêgo (PB) e Vitor Valim (CE). Os cargos serão distribuídos regionalmente, ou seja, a parlamentares do centrão que votaram a favor do presidente e são dos mesmos Estados dos infiéis.”

De quebra, a Executiva Nacional do PMDB também suspendeu, nesta quinta (dia 10) esses parlamentares  do partido que votaram pelo acolhimento da denúncia por 60 dias. O partido, como se sabe, havia fechado questão em votar favoravelmente ao presidente. Com isso, não poderá participar de comissões indicadas pelo partido ou de relatorias de matérias em tramitação. O partido ainda irá avaliar se caberá outras punições, com advertência ou até expulsão.

A decisão do PMDB foi, inclusive, enviada ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e à Secretaria-geral da Câmara Federal comunicando a decisão.

Centrão – O bloco é um agrupamento de aproximadamente 220 parlamentares de vários partidos, como PP, PR, PSD, PRB, PSC, PTB, Solidariedade, PHS, Pros, PSL, Podemos, PEN (Patriota) e Avante (PTdoB), que, há três anos, elegeu Eduardo Cunha para presidente da Câmara Federal. A maior liderança do bloco, atualmente, é o deputado Aguinaldo Ribeiro, líder do Governo.

Jarbas Vasconcelos disse que se trata de uma medida inócua. “Ao longo dos anos, o PMDB vem ameaçando seus deputados, mas nunca pune com nada. Uma suspensão não tem efeito. Nenhum parlamentar pode ser privado de seu exercício de mandato. Não será uma medida boba, tola e inócua do PMDB que vai afetar minhas convicções.”

Atualização: após publicar a informação, EXPRESSO recebeu a seguinte manifestação do deputado Sergio Zveiter, do PMDB fluminense: “Considerei a decisão ridícula e covarde. Ridícula, pois um partido que usa o expediente inescrupuloso de distribuição de emendas parlamentares, cargos e de ameaças de punição ao direito democrático do parlamentar votar não tem autoridade moral para punir quem quer que seja. Covarde, pois ameaçou expulsar e agora vem com essa suspensão. Como não tenho cargos no governo, não sou de frequentar o palácio de pires na mão e não tenho cargo na liderança no PMDB da Câmara, tal suspensão em nada me afetará”.

Documento com a lista de deputados punidos pelo PMDB nesta quinta-feira (Foto: Reprodução)

Expresso – Época