João Pessoa 17/08/2018 05:21Hs

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Envolvidos na operação Desumanidade recebiam emendas de Hugo Motta

Segundo blogueiro, operação poderá respingar na pré-candidatura de Nabor Wanderley à Prefeitura de Patos.

OPERAÇÃO DESUNANIMIDADEO blogueiro Walter Santos, referência na avaliação dos fatos políticos noPortal WSCOM, escreveu novo artigo na manhã desta terça-feira (28) e abordou a segunda fase da operação ‘Desumanidade’, deflagrada nas primeiras horas de hoje no municípios de Patos, Quixaba, Emas e em João Pessoa.

Na avaliação de WS, o deputado federal Hugo Motta (PMDB), autor de várias emendas parlamentares encaminhadas as cidades envolvidas, teria participação indireta no escândalo de licitações fraudulentas em obras públicas envolvendo empresas de construção contratadas.

“Este é um fato grave e certamente atingirá diversas candidaturas na sucessão municipal, a partir da cidade de Patos afetando o ex-prefeito e atual pré-candidato Nabor Wanderley. Para fora do Estado, o escândalo atinge o ex-presidente da CPI da PETROBRAS e aliado do deputado federal Eduardo Cunha, deputado federal Hugo Motta”, escreve Walter Santos, que complementa:

“Um fato chama a atenção, também com sérios desdobramentos políticos, é que as cidades envolvidas no grave esquema de corrupção eram nutridas por emendas do deputado federal Hugo, filho do ex-prefeito, atual deputado estadual e atual candidato em Patos, onde a filha de Cunha esteve pela segunda vez no São João de Patos”.

Os efeitos da Operação Desumanidade nas eleições da Região de Patos

A cidade de Patos, à 345 Km da Capital, acordou nesta terça-feira (28) com grande aparato de Policiais Federais cumprindo 3 mandados de prisão e 14 com condução coercitiva envolvendo construtores, servidores públicos e o prefeito de Quixaba, Júlio César – todos acusados de pertencerem a uma Quadrilha que há anos atuava em Licitações fraudulentas em Patos, Emas, Quixaba e Santa Terezinha.

Este é um fato grave e certamente atingirá diversas candidaturas na sucessão municipal, a partir da cidade de Patos afetando o ex-prefeito e atual pré-candidato Nabor Wanderley. Para fora do Estado, o escândalo atinge o ex-presidente da CPI da PETROBRAS e aliado do deputado federal Eduardo Cunha, deputado federal Hugo Motta.

Um fato chama a atenção, também com sérios desdobramentos políticos, é que as cidades envolvidas no grave esquema de corrupção eram nutridas por emendas do deputado federal Hugo, filho do ex-prefeito, atual deputado estadual e atual candidato em Patos, onde a filha de Cunha esteve pela segunda vez no São João de Patos.

ANTES DA POLÍTICA

A Operação Desumanidade deflagrada há tempo pelos organismos federais prova com toda a clareza que muitas administrações municipais têm servido única e exclusivamente como fonte permanente de desvios de recursos públicos enriquecendo ilicitamente muita gente neste Estado.

Está neste cenário, relativo e no mesmo nível ao que aconteceu hoje em Patos, a explicação enfim para que as médias e grandes cidades, em especial João Pessoa, tenha alta demanda de aquisição de apartamentos de luxo – o que sempre se configurou como Lavagem de Dinheiro.

É injustificável que prefeitos de cidades de pequeno porte no Estado – e isto se aplica a todos os demais do País – usufruam de bens materiais sem que existisse – agora existe – explicação para enriquecimento.

EMENDAS PARLAMENTARES, A RAIZ

Embora não se possa acusar ou envolver todos os deputados federais, na essência todos os grandes escândalos de desvios nas Prefeituras têm a ver com a aprovação na Câmara Federal no mandato do ex-presidente Henrique Alves a tal Emenda Impositiva na qual o Executivo não pode interceder e sim, apenas gerar o pagamento.

Este é o fator básico da corrupção correndo solta na maioria dos municípios porque em.muitos casos os deputados e prefeitos passaram a ser negociadores de propinas em alta escala.

HUGO MOTTA E NABOR

É muito lamentável que os nomes do deputado federal Hugo Motta e do atual deputado estadual Nabor Wanderley estejam envolvidos neste grave Escândalo de desvio de recursos públicos, mesmo porque alguns dos presos e/ou detidos são da confiança dos dois líderes políticos, sem contar o fato dos recursos serem oriundos de emendas parlamentares.

O fato de agora, já conhecido tempos atrás com a primeira fase da Operação, mata de vergonha quem sempre fez politica como Sacerdócio – algo que o deputado federal Luiz Couto o faz de forma exemplar – e prova que o crime não compensa.

O fato é que todos os envolvidos – candidatos devem pagar o preço em outubro, quando das eleições municipais, não se sabendo se o dinheiro vai comprar votos, ao contrário da necessidade de estancar está triste realidade.

A Política, enfim, passou de umas gerações para cá a ser um Grande Negócio a enriquecer políticos na contramao da História.

WSCOM