João Pessoa 25/05/2018 05:19Hs

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Ex-partidário diz que Bolsonaro é rejeitado em partidos por ser ditatorial; ‘tem pouco a oferecer’

Ex-colega de partido do pré-candidato a presidente, Jair Bolsonaro (sem partido), Renato Gadelha (PSC) afirmou que o militar é uma pessoa difícil de lidar e que não tem encontrado espaço em outros partidos pelo ‘espírito meio ditatorial’.

“Não é por ser militar que tem que ser ditador, mas ele é muito conservador”, afirmou lembrando que a saída de Bolsonaro do partido foi motivada por uma questão no Maranhão, onde o PSC resolveu fazer coligação com o PCdoB e o deputado ameaçou deixar o partido alegando que não faria parte deste tipo de coligação.

Com isso, a coligação ficou e Bolsonaro saiu. Além do mais, a pretensão a presidência era outro empecilho, já que de acordo com Gadelha, o partido já tem um pré-candidato lançado, que é o diretor do BNDES, Paulo Roberto de Castro.

‘Bolsonaro tentou ir para o PSC, tentou o Patriotas, o PTB, e o Livres disse que não aceita de jeito nenhum”, afirmou.

Questionado a respeito do fato de o pré-candidato aparecer em segundo nas intenções de voto e ainda assim não encontrar uma legenda, Gadelha justificou que Bolsonaro é bom para um partido onde ele possa mandar, afirmando ainda que a questão de Segurança Pública fez com que ele crescesse, “não digo nem a corrupção, porque todos os partidos tem pessoas envolvidas, mas acham que ele pode ser o Salvador da Pátria no sentido segurança, mas fora isso não tem muito o que fazer”.

Gadelha ainda revelou que nas reuniões, quando o pré-candidato ia, eram sempre muito tumultuadas, pois ele queria que sua voz fosse a decisão final.

Marília Domingues