João Pessoa 23/04/2018 18:56Hs

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Partidos “de apoio” se lançam na chapa majoritária para garantir espaço até as convenções

Estratégia tem sido adotada por partidos governistas e oposicionistas, a exemplo de Progressista e Democrata

Os próximos meses serão de muitas tratativas dentro dos grupos governista e oposicionista para a formação das chapas majoritárias. Com lideranças “sobrando” dos dois lados, a conta vai ser difícil de fechar, com nomes demais para vagas de menos. Na última sexta-feira (13), o deputado Aguinaldo Ribeiro (PP) não escondeu a insatisfação com o gesto do PSDB, de lançar apoio ao nome de Lucélio Cartaxo sem discutir com outros partidos da oposição. O progressista aproveitou a ocasião, inclusive, para reafirmar que o PP estará na majoritária nas eleições de outubro.

Na base governista, o deputado federal Efraim Filho tem dito, como num mantra, que o DEM também estará na majoritária, embora nenhuma sinalização tenha sido dada ainda pelo comandante do processo, o pré-candidato ao governo João Azevedo (PSB). Seu colega de parlamento, Wilson Filho (PTB) também tem adotado a mesma estratégia. Contudo, o único nome divulgado até agora, além do próprio João, é o do deputado federal Veneziano Vital do Rêgo (PSB), que disputará uma das vagas ao Senado.

“Esse é um diálogo em movimento. A construção da chapa ocorre em sintonia com outros partidos da aliança e o Democratas pode ocupar a vaga de vice ou a outra para o Senado”, disse o deputado Efraim Filho ao Blog do Gordinho, garantindo que não há imposição. Segundo o democrata, ele, o ex-senador Efraim Morais e o suplente de deputado estadual Raoni Mendes podem ocupar uma dessas vagas em nome do Democrata.

O argumento para garantir o espaço se dá em torno da capilaridade política do partido no Estado. O Democratas possui 20 prefeitos, muitos deles em cidades pólo e que influenciam politicamente a região, a exemplo de São Bento, no Sertão; Alhandra, no Litoral Sul; Solânea, no Brejo; entre outras. “Por isso a presença do Democratas na chapa reforça a envergadura política do nosso grupo”, reforçou Efraim.

Com pelo menos uma vaga ao Senado definida dos dois lados (a oposição vai de Cássio Cunha Lima), resta a segunda vaga ao Senado e a de vice-governador para a quebra de braço que os partidos disputarão até as convenções. Agora é aguardar e ver se os partidos colherão frutos doces ou azedos.

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