João Pessoa 23/07/2018 04:06Hs

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PR deve apoiar Bolsonaro mesmo sem indicar vice

Magno Malta resistente à chapa com militar

Os senadores Magno Malta (PR-ES) e Jair Bolsonaro (PSL-RJ). Posto de vice do militar ainda está vago

1 nome para compor chapa com o pré-candidato caso o senador Magno Malta (PR-ES) recuse o posto.

“Se o Magno não quiser, a chance de indicarmos vice é zero. Seria apenas apoio”, afirmou 1 deputado ao Poder360.

Segundo esse congressista, o PR deve fechar o apoio até o fim do mês de julho. Tanto integrantes do PR como do PSL afirmam que os partidos estão “mais próximos do que nunca”.

Bolsonaro manifesta com frequência o desejo de ter Malta como vice. O capixaba, no entanto, nega que aceitará o convite e repete que tentará a reeleição ao Senado. Na 3ª feira (3.jul.2018), o senador embarcou no mesmo voo de Bolsonaro de São Paulo à Brasília. Diz ter sido apenas coincidência.

“Sou candidato a senador. Bolsonaro terá 30 dias para conversar com muita gente. Mas trabalho para meu partido apoiá-lo independentemente de mim ou de indicar vice”, disse Magno Malta. Ele acredita que a chance o PR fechar aliança com o militar é de “70%”.

Bolsonaro afirma que, se Malta recusar, a alternativa seria buscar 1 nome do próprio PSL. “A conversa que tenho com o PR é com Magno Malta. Se ele não vier, temos que buscar alguém do nosso meio, já filiado a nós”, falou Bolsonaro nesta 4ª feira (4.jul), sem citar possíveis nomes.

APOIO “À VAREJO”

Caso o apoio se concretize, o PR poderá ser uma das primeiras legendas a oficializar aliança com Bolsonaro. O militar conta com pouco suporte partidário e tem tido pouca articulação com as presidências de grandes siglas. A saída encontrada pelo PSL é a de buscar uma aproximação direta com os congressistas.

Nesta 4ª, Bolsonaro participou de 1 café da manhã com deputados. A conta do PSL é de que 106 deputados estiveram presentes. Um dos principais articuladores do ex-capitão no Congresso, Onyx Lorenzoni (DEM-RS) afirma que a intenção é chegar a 200 até o início da eleição.

Durante evento da CNI, Bolsonaro disse que recebe apoio de pelo menos 15 dos 43 deputados do DEM. No MDB, o número seria de ao menos 20 –a bancada tem 51.

Poder360