João Pessoa 24/06/2018 20:32Hs

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Acusado pela morte da defensora pública Fátima Lopes vai a julgamento amanhã

Está marcado para as 9 horas do próximo dia 19 o julgamento do psicólogo Eduardo Paredes do Amaral, acusado pelo acidente automobilístico que causou a morte da defensora pública Fátima Lopes. O julgamento vai acontecer no 2º Tribunal do Júri da Capital. De acordo com o Mistério Público, Eduardo Paredes do Amaral vai responder por homicídio doloso, com intenção de matar.

Para a família da defensora, os mecanismos jurídicos atrasam uma decisão que os filhos esperam desde que o crime aconteceu. “Ficamos muito tristes com todo esse atraso. É muito tempo. Caso esses recursos jurídicos não acontecessem, o julgamento da morte da minha mãe teria acontecido em maio deste ano”, afirmou Ana Karla Lopes.

Além ser apontado como o responsável pela morte da Defensora Pública Fátima Lopes, Eduardo Paredes é réu em outro processo que apura a morte da dona de casa Maria José dos Santos, de 56 anos. Ela foi atropelada e morta no mês de junho de 2010 quando atravessava a rua Hilton Souto Maior no bairro de Mangabeira.

De acordo com o delegado Nélio Carneiro, que investiga esse caso, o veículo era de Eduardo Paredes. Em sua defesa, o psicólogo alegou que no dia do acidente o carro apresentou problemas mecânicos e por isso estacionou o veículo no bairro dos Bancários, mas o carro teria sido roubado. Ele alega que foram as pessoas que roubaram o carro que cometeram o acidente. Mas o delegado Nélio Carneiro disse que nos dois meses de investigação foram ouvidas cerca de 20 pessoas e as testemunhas disseram que o motorista do veículo era Eduardo Paredes.

Acidente com a defensora

Em 24 de janeiro de 2010, por volta das 6 horas, a caminhonete de Eduardo Paredes bateu no carro da então defensora pública, Fátima de Lourdes Lopes Correia Lima. E a suspeita é que ele estaria embriagado.

O acidente foi no cruzamento das avenidas Epitácio Pessoa com a Prefeito José Leite, sentido Centro-Praia, em João Pessoa. Devido à violência da colisão, Fátima Lopes morreu e seu marido, Carlos Marinho de Vasconcelos Correia Lima, ficou gravemente ferido.

De acordo com a denúncia do Ministério Público, Eduardo Paredes teria ultrapassado o sinal vermelho, dirigido em alta velocidade e sob efeito de bebida alcoólica, assumindo o risco de uma morte. O réu chegou a ser detido no Centro de Ensino da Polícia Militar, mas a Câmara Criminal do Tribunal de Justiça concedeu o habeas corpus em março de 2010.

Paulo Cosme