João Pessoa 26/04/2018 05:41Hs

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Cássio critica PT e chama Governo de oportunista

O senador paraibano denunciou que o governo federal faz marketing político

20130704082957_03Diante da onda de protestos e manifestações que se instauraram em todo o Brasil contra corrupção e melhores condições para os cidadãos, o senador Cássio Cunha Lima (PSDB) usou a tribuna do Senado, na quarta (03), para criticar o Governo Federal e cobrar atitudes decisivas na solução das problemáticas levantadas pela sociedade.

Cássio lamentou o gesto equivocado do governo federal de propor uma reforma política, já que, conforme explicou o senador, “referendo e plebiscito são iniciativas do Congresso Nacional e não do Poder Executivo”. Cássio denunciou que o governo federal faz “marketing político”, porque, segundo ele, não é capaz de dar “respostas qualitativas às demandas da sociedade”.

Em tom de revolta, Cássio criticou a postura do PT: “Diante de manifestações populares que se repetem há um mês no Brasil, a solução retirada da mágica cartola presidencial é a reforma política. Por isto, mudanças nas formas de representação e nas regras que regem os governos e as eleições voltam a ser discutidas, com toda a força que caracteriza o oportunismo de um governo que joga para a platéia e pretende, espertamente, jogar a fatura da insatisfação popular no colo do Congresso Nacional”.

Cunha Lima disse estranhar que o PT, “depois de ter percorrido o caminho onde a participação do simpatizante, do militante e do filiado foi decisiva para fortalecer o partido e chegar ao poder, hoje esqueça essa trajetória e queira evitar que o cidadão, pelo menos este, possa participar do processo eleitoral”.

O senador contestou o modelo de” financiamento público” de campanha proposto pelo PT, ressaltando que se esse modelo tivesse sido adotado anteriormente a legenda jamais teria chegado a presidência da República: “Posso até admitir que as pessoas jurídicas estejam impedidas, mas as pessoas físicas estarem impedidas de dar a sua contribuição dentro de um sistema de financiamento de campanha é divorciar o cidadão do processo eleitoral”, defendeu.

Cássio assegura ter convicção de que “o modelo exclusivo que hoje é proposto pelo Partido dos Trabalhadores contribui muito mais para inibir o surgimento de novas forças políticas do que contribui para o barateamento das eleições em nosso país”, finalizou

Redação com Assessoria