João Pessoa 17/08/2018 00:24Hs

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Júri do caso Fátima Lopes é adiado mais uma vez em João Pessoa

Foi adiado pela segunda vez o júri popular do caso Fátima Lopes, morta em um acidente em 2010. O julgamento desta quarta-feira (19) foi adiado para 12 de março de 2013. O adiamento foi concedido pela Juíza Ana Flávia Carvalho, após pedido do advogado de defesa Abraão Beltrão, com a concordância do promotor do caso, Edjacy Luna.

Assim que a sessão foi aberta, por volta das 9h, Abraão Beltrão alegou que não foi intimado para a audiência desta quarta. Ele também pediu que o julgamento de hoje fosse suspenso até a decisão sobre petição que ele fez no processo para que o julgamento do réu Eduardo Paredes seja realizado em Campina Grande.

Segundo o advogado, Eduardo Paredes não será julgado imparcialmente se o processo for mantido no capital. Ele diz que a vítima era defensora geral do Estado e que exercia bastante influência, por isso ele pediu o adiamento do júri até a decisão do pedido de mudança de foro do processo, que, segundo ele, foi feito em 29 de outubro. O pedido sobre a remessa do processo para Campina Grande ainda não foi julgado.

O julgamento, que era para ter ocorrido em 31 de outubro, foi adiado para esta quarta a pedido do advogado do réu, Abraão Beltrão, que apresentou atestado médico e não compareceu ao tribunal. Na ocasião, o psicólogo Eduardo Paredes, réu no processo, teve a prisão decretada e aguarda o julgamento preso.

A prisão preventiva dele foi decretada pelo então juiz José Aurélio da Cruz, do 2º Tribunal do Júri, a pedido do promotor Edjacy Luna. Eduardo Paredes permaneceu preso no 5º Batalhão da Polícia Militar.  A prisão preventiva do acusado foi decretada porque, de acordo com o Ministério Público, ele descumpriu uma das condições de liberdade condicional. Eduardo Paredes também é acusado de ter matado uma comerciante em um acidente no bairro Mangabeira.

Filhos de Fátima Lopes se emocionaram com a prisão preventiva do réu no caso em João Pessoa (Foto: Jorge Machado/G1)Carol Lopes e David se emocionaram com a prisão
preventiva do réu (Foto: Jorge Machado/G1)
 

O acidente
Em 24 de janeiro de 2010, por volta das 6h, a caminhonete de Eduardo Paredes bateu no carro da então defensora pública-geral, Fátima de Lourdes Lopes Correia Lima. E a suspeita é que ele estaria embriagado.

O acidente foi no cruzamento das avenidas Epitácio Pessoa com a Prefeito José Leite, sentido Centro-Praia, em João Pessoa. Devido a violência da colisão, Fátima Lopes morreu e seu marido, Carlos Marinho de Vasconcelos Correia Lima, ficou gravemente ferido.

De acordo com a denúncia do Ministério Público, Eduardo Paredes é acusado de cometer homicídio doloso, quando há intenção de matar. Ele teria ultrapassado o sinal vermelho, dirigido em alta velocidade e sob efeito de bebida alcoólica, assumindo o risco de uma morte. O réu chegou a ser detido no Centro de Ensino da Polícia Militar, mas a Câmara Criminal do Tribunal de Justiça concedeu o habeas corpus em março de 2010.

 

G1