João Pessoa 19/08/2018 19:20Hs

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Vereadora Eliza diz que Brasil vive “heterofobia” e lamenta retirada de ‘cura gay’ da pauta no Congresso Nacional

Projeto de Decreto Legislativo (PDC 234/11) alterava resoluções do Conselho Federal de Psicologia

20130702203105_03A vereadora de João Pessoa Eliza Virgínia (PSDB) lamentou, na noite desta terça-feira (2), a retirada de pauta na Câmara Federal do projeto conhecido como ‘Cura Gay’. A parlamentar afirmou que o Brasil passa por um processo de “heterofobia” e ainda disse que seu partido errou ao pressionar o deputado federal João Campos (PSDB-GO), autor da propositura, para retirar a proposta.

Eliza argumenta que está sendo cassado o direito para que profissionais de posologia possam auxiliar as pessoas que estejam “angustiadas” com a homossexualidade e queiram viver relacionamentos héteros. “Eles negam o direito da pessoa querer sair da homossexualidade”, disse a vereadora afirmando que o país vive uma ditadura “heterofóbica”.

“Hoje o politicamente correto é você concordar com toda a agenda gay. Se você discordar em 1%, você não é mais politicamente correto. Você é tachado de homofóbico, de preconceituoso. Estamos vivendo um momento muito perigoso,” argumentou a vereadora, afirmando que houve uma distorção da proposta apresentada na Câmara Federal.

Eliza ainda acusou os governos de adotar medidas promocionais da ‘agenda gay’ e afirmou que tradicionais festas em escolas como ‘Dia das Mães’ e ‘Dias dos Pais’ estão sendo impedidas para evitar constrangimento a famílias homoafetivas.

“Meu partido não agiu corretamente, porque ele cerceou o direito do deputado João Campos”, disparou a parlamentar que não perdoou o ninho tucano pela pressão ao autor do projeto.

A proposta batizada de “cura gay” foi retirada da pauta da Câmara dos Deputados após decisão tomada na reunião de lideranças partidárias da Casa realizada nesta terça-feira (2). O deputado tucano João Campos (GO) foi pressionado pelo PSDB e decidiu engavetar a iniciativa.

Polêmico, o Projeto de Decreto Legislativo (PDC 234/11), apelidado de “cura gay”, altera resoluções do Conselho Federal de Psicologia que proíbem que profissionais participem de terapias para alterar a identidade sexual do paciente ou que tratem a homossexualidade como doença.

A proposta foi aprovada na Comissão de Direitos Humanos no último dia 18. Desde que entrou na pauta da comissão, a medida foi alvo de protestos da comunidade LGBT e de ativistas que a acusam de homofóbica.

Assessoria