João Pessoa 21/06/2018 16:11Hs

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Dilma prorroga IPI reduzido dos carros até dezembro

Alíquota reduzida do imposto sobre produtos industrializados (IPI) dos automóveis e comerciais leves será estendida até o último dia do ano

Dilma no Salão do Automóvel de São PauloDilma no Salão do Automóvel de São Paulo (Diogo Moreira/Frame)

A presidente da República, Dilma Rousseff, anunciou nesta quarta-feira a prorrogação por mais dois meses da redução do imposto sobre produtos industrializados (IPI) dos automóveis. “É com enorme satisfação que vou lhes dar uma notícia em primeira mão. O Brasil acaba de prorrogar a redução do IPI até 31 de dezembro de 2012”, declarou em palestra no Salão Internacional do Automóvel de São Paulo, que acontece no Anhembi, na capital paulista.

A redução do IPI para veículos foi anunciada em 21 de maio com validade até o fim de agosto. Na ocasião, a alíquota do tributo foi baixada de 7% para zero no caso dos veículos de até mil cilindradas; de 13% para 6,5% nos veículos entre mil e duas mil cilindradas, e de 4% para 1% no caso dos comerciais leves. No final de agosto, o governo optou por manter o benefício até o próximo dia 31. Com a decisão do Planalto, serão mais dois meses de benefício fiscal ao setor.

Preocupação – Rumores de que a medida estaria em análise no governo federal circularam na imprensa nos últimos dias. Dilma estaria preocupada com o fato de, mesmo com o aumento da produção industrial (crescimento de 1,5% em agosto sobre julho, segundo o IBGE), alguns segmentos, incluindo o setor automotivo, ainda estariam com excesso de estoques. A avaliação da área técnica do governo é que o estímulo ao segmento beneficia um importante elo da cadeia industrial – a fabricação de veículos automotores como um todo responde por quase 20% do setor.

Embate – O pronunciamento de Dilma ocorreu minutos depois da palestra do presidente da Associação Brasileira das Empresas Importadoras de Veículos Automotores (Abeiva), Flávio Padovan. No mesmo palco em que a presidente aguardava para falar, e também na presença de sindicalistas e diretores de montadoras, o executivo fez duras críticas ao tratamento dado pelo governo federal no novo regime automotivo (Inovar-Auto). Na avaliação dele, o Planalto foi além do que seria razoável ao criar mecanismos que praticamente excluem as importadoras do mercado.

Dilma surpreendeu ao não responder ao empresário com igual severidade. Ela preferiu destacar as qualidades da indústria automotiva nacional; ressaltar que ela tem capacidade para se tornar um player global, inclusive com capacidade para desenvolver carros modernos e que respeitam o meio ambiente; e, como sempre faz, defender a necessidade de preservação dos empregos gerados pelo setor no país. “Nós queremos gerar tecnologia, porque o nosso país tem um desafio e chama-se o desafio da produção, e produzir vai significar para o nosso país ter uma imensa capacidade de inovar”, disse a presidente.