João Pessoa 19/07/2018 15:35Hs

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Ex-catador de papelão vira empresário do ramo calçadista no Rio Grande do Sul

Aulas de empreendedorismo para menores carentes levaram à formação de uma cooperativa

1jcji5uotz1nb3iua5qh305g9O caminho foi tortuoso. Se não fosse a fome, talvez Tiago de Godói Leivas, hoje com 25 anos, não teria se tornado um empreendedor. “Conheci a ONG porque estavam dando cachorro-quente e eu estava com fome”. A necessidade financeira fez com que Leivas, na época com 10 anos, passasse a frequentar o Instituto Villaget, centro de capacitação profissional localizado em Novo Hamburgo, na Grande Porto Alegre. Graças ao aprendizado, ele se tornou empresário e tem lucro de R$ 18 mil ao ano.

De família humilde, Leivas começou a trabalhar aos 9 anos como catador de papelão e latinha. Um ano depois, no horário livre, participava de aulas de futebol, informática e empreendedorismo na ONG.

Após mais de uma década no centro de capacitação, Leivas deixou a sala de aula para montar um escritório. Atualmente, ele é sócio e gerente de produção da Cooperget, fabricante de calçados ecológicos, produzidos a partir de matéria orgânica ou reciclada.

A cooperativa foi criada em 2009 por cinco jovens recém-formados do Instituto Villaget a partir dos conhecimentos obtidos nas aulas de empreendedorismo da ONG.

“Trabalhei para uma empresa que produzia sapatos e percebi que os donos ganhavam muito dinheiro em cima do meu trabalho. Cheguei à conclusão de que tinha potencial para fazer mais por mim mesmo”, explica Leivas, que é técnico de calçado e pretende fazer faculdade de engenharia química.

Como a empresa é uma cooperativa, todos os dez integrantes são sócios e compartilham as decisões estratégias do negócio. O lucro, contudo, é dividido conforme cargo, dedicação e qualificação, variando de R$ 678 (um salário mínimo) a R$ 1,5 mil ao mês, como é o caso de Leivas. O faturamento da empresa não foi revelado.