João Pessoa 17/08/2018 01:27Hs

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Marina se defende de apoio a Aécio em 2014

A ex-senadora Marina Silva, que já concorreu duas vezes à Presidência, é a candidata pela Rede (Crédito: Agência Brasil)

Em sua segunda viagem à capital mineira em menos de 10 dias, a pré-candidata da Rede Sustentabilidade ao Palácio do Planalto, Marina Silva, se defendeu nesta quinta-feira, 19, do apoio que deu ao senador Aécio Neves (PSDB-MG), no segundo turno das eleições para o governo federal em 2014.

O tucano é réu em processos por corrupção passiva e obstrução da Justiça no Supremo Tribunal Federal (STF). Marina ficou em terceiro lugar nas eleições de 2014, que teve Dilma Rousseff (PT) e Aécio no segundo turno. A petista venceu e, em 2016, sofreu impeachment.

“Fui a pessoa que sugeriu que levasse o senador Aécio Neves ao Conselho de Ética do Senado. E defendo que não se tenha dois pesos e duas medidas. Na época em que foi declarado o apoio, ninguém sabia o que o Aécio e a Dilma fizeram. A maioria de vocês aqui (disse, se dirigindo a repórteres) votou em um dos candidatos do segundo turno. Aposto que não sabiam. Se soubessem, com certeza não votariam. Então, a mesma coisa fui eu”, afirmou.

Marina Silva esteve em Belo Horizonte para encontro com o prefeito da cidade, Alexandre Kalil (PHS), que tem como vice Paulo Lamac, do mesmo partido da pré-candidato. Sobre a agenda constante na capital do Estado com o segundo maior colégio eleitoral do País, Marina disse que vem desenvolvendo um trabalho na área ambiental com jovens.

A pré-candidata disse ainda ser a favor que se acabe com o foro privilegiado. “Porque a prisão em segunda instância está correta no meu ponto de vista, mas se cria dois pesos e duas medidas quando o foro privilegiado permite que o Renan Calheiros, o Romero Jucá, o Aécio, o Temer, o Padilha fiquem escondidos atrás do foro privilegiado”.

Ex-senadora pelo Acre, quando ainda era filiada ao PT, Marina disse que a próxima eleição para presidente da República vai ser muito importante para a História do Brasil. “Eu tenho insistido: esse é o momento de se fazer uma grande mudança no Brasil, é que se deve apostar na vitória da postura, e não das velhas estruturas. Quem criou o problema não vai resolver o problema”, disse.

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