0 a 0 no clássico empaca o Atlético e mantém Cruzeiro perto do Z4

Em um clássico onde a eficiência não apareceu e a criatividade foi rara, Cruzeiro e Atlético Mineiro viram o 0 a 0 ser o placar natural para o que aconteceu em campo no Mineirão.  O resultado é pior para a Raposa, que, com 35 pontos, continua perto da zona de rebaixamento. O Galo, com 40, está em 11°.  Ataque celeste, contragolpe alvinegro O Cruzeiro usou a experiência de seus jogadores para manter o clássico sob controle nos primeiros minutos. Os cruzeirenses dominaram a partida, rondando a área do adversário, que não conseguia sair do sufoco.

A primeira chance celeste veio só aos 12 minutos, mas levou muito perigo. Marquinhos Gabriel fez jogada na direita e mandou para o meio, onde Thiago Neves bateu forte, no canto, e para fora.  Jogando para contragolpes, o Atlético, apesar de ter jogadores com boas características para tal, demorou um pouco a se achar em campo. Depois de muita pressão, enfim conseguiu chegar com perigo em arrancada de Luan.

O passe foi para Cazares, que mandou chute perigoso.  Era jogo de ataque e contra-ataque, e o ataque cruzeirense continuou falando mais alto. Thiago Neves, de falta, e Fred, em giro na área, também assustaram Cleiton.  Rondando os 40 minutos, o Galo, pela primeira vez no jogo, tocou a bola com mais paciência.

Ao invés de procurar velocidade, teve calma para buscar os espaços. Cazares, então, deu boa bola para Fábio Santos na área. E o chute do lateral, desviado, acabou acertando o travessão de Fábio no lance de maior perigo alvinegro na primeira parte.  Jogo cai Apesar de Éderson ter arriscado chutes de fora da área nos primeiros movimentos de segunda parte, o Atlético conseguiu equilibrar o jogo.

Com mais posse de bola que no primeiro tempo, o time de Vagner Mancini passava mais tempo no ataque.  Só que a partida, como um todo, caiu de ritmo. Os rivais revezavam a posse de bola, mas erravam muito e cometiam algumas faltas. A partida não tinha tanta sequência.  O primeiro arremate certeiro (não só do segundo tempo, como do jogo, diga-se) saiu só com 22 minutos.

Foi em jogada de David pela canhota. O cruzamento saiu na medida para Fred cabecear e Cleiton defender. O goleiro atleticano voltou a trabalhar pouco depois em uma bomba de David, espalmando o arremate.

Os lances de David tentaram animar um segundo tempo pouco criativo dos dois lados, mas foram passageiros. Nem a bola parada de Otero fez a diferença, e o clássico terminou mesmo sem gol.

 O Gol