João Pessoa 10/12/2018

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3 principais projetos da Rússia que lhe permitirão aumentar influência na Europa e Ásia

A Rússia – o maior país produtor de gás – está aumentando sua influência na Europa e na Ásia através da construção de gasodutos que ligam seu território a essas regiões e lhe permitem fornecer esse recurso valioso.

Em particular, trata-se do Nord Stream 2 (Corrente do Norte 2), Força da Sibéria e do Turkish Stream (Corrente Turca), escreve a Bloomberg.

Primeiros tubos para o projeto Nord Stream 2 em uma fábrica da OMK em Vyksa, Rússia.

A agência lembra que a Rússia tem fornecido gás para a Europa desde o final da Segunda Guerra Mundial. No ano passado, o país suprimiu um terço da demanda europeia de combustível. Os especialistas também preveem que até 2025 Moscou fornecerá 40% do volume total de gás ao continente. Isso poderá ser facilitado pelo aumento da demanda de gás por parte da China e seus vizinhos asiáticos, bem como pela redução da produção no campo de gás holandês de Groningen.Note-se que o fechamento do último reator nuclear e de um número de usinas termoelétricas na Alemanha em 2022 também levará a um aumento na demanda.

“Suprimentos adicionais da Rússia colocam a Europa em uma posição mais confortável”, diz a publicação.

Instalação de Gás Natural Liquefeito (GNL) em Yamal, na Rússia

No entanto, a Bloomberg acrescenta que os projetos de gás russos também têm inimigos, em particular, o presidente dos EUA, Donald Trump, que considerou a Alemanha como “refém de Moscou” e assinou uma lei que impõe sanções às empresas que cooperarem com o Nord Stream 2. Além dos Estados Unidos, até 2022 a Polônia planeja parar de comprar gás russo e substituí-lo pelo norueguês.Ao mesmo tempo, as autoridades alemãs ressaltam que, durante décadas, Moscou continuou sendo um fornecedor confiável — nem a Guerra Fria nem a escalada de tensões nas relações devido à situação na Ucrânia impediram isso. Os empresários na Alemanha também referem que a crescente influência da empresa russa Gazprom (gigante da área de energia) não lhes causa preocupação.

“Em algum momento, os políticos têm que dizer se estão preocupados com isso ou não, mas isto para nós é um negócio. Este é um mercado de livre acesso. Todos os que querem vender aqui os seus produtos são bem-vindos”, cita a agência as palavras do diretor comercial da empresa energética RWE, Andre Stracke.

3 gasodutos russos

Em 2014, a Gazprom assinou um acordo por 30 anos com a Corporação Nacional de Petróleo da China, tendo acordado o fornecimento de 38 bilhões de metros cúbicos anuais de gás russo através do gasoduto Força da Sibéria.

Nord Stream 2, em construção no Mar Báltico.

O gasoduto também transportará gás dos centros de produção em Irkutsk e Yakutia aos consumidores do extremo oriental da Rússia.Outro gasoduto importante é o Nord Stream 2, que representa uma joint venture entre a gigante do gás russa Gazprom e cinco empresas europeias. O objetivo do projeto é fornecer anualmente 55 bilhões de metros cúbicos de gás natural russo diretamente para a União Europeia através do mar Báltico.

Ao falar sobre o projeto Corrente Turca, vale destacar que ele foi anunciado no final de 2014 pelo presidente russo, Vladimir Putin, durante uma visita oficial à Turquia. Em novembro de 2015, o projeto foi suspenso depois que um avião russo Su-24 foi derrubado por um caça turco na Síria. As relações entre Moscou e Ancara foram retomadas em junho do ano passado, depois da apresentação de um pedido de desculpas pela Turquia à Rússia.

Em outubro de 2016, Moscou e Ancara assinaram um acordo intergovernamental sobre a construção de duas linhas submarinas do gasoduto através do mar Negro. Estima-se que a capacidade anual de cada linha alcance 15,75 bilhões de metros cúbicos de gás natural.

Sputnik