Renato Martins chora, se queixa e deixa sessão na Câmara

renato-martinsO vereador Renato Martins (PSB) chegou ao plenário da Câmara algum tempo depois de seus colegas prestarem solidariedade a Benilton Lucena (PT) que escapou, por pouco, de ser agredido fisicamente por cidadãos que participavam da audiência pública realizada ontem à tarde e convocada pelo socialista para tratar de assuntos de interesse dos agentes comunitários de saúde. Chateado com as críticas que vários vereadores fizeram ao desfecho da discussão, Renato, que viu sua condução da reunião ser contestada, chorou e reclamou de falta de tolerância:

 

-Só Deus sabe o que eu sofri ontem à noite. Quero acreditar que o que foi dito aqui foi por pessoas que não participaram da sessão. Ela estava sob controle e caminhava para o fim. Só faltava o vereador Marco Antônio falar. Perguntei a todos quando, em que momento queriam falar. Marco preferiu no fim. Quero acreditar que não há maldade escondida no coração de vocês. Houve só excesso isolado de um ou de outro. A audiência transcorria normalmente, mas Benilton solicitou a presidência citando o regimento. Eu deixei o plenário porque fiquei triste. Defendo o amor, a tolerância e o respeito. Onde houve respeito e tolerância ontem ao meu mandato?

 

Depois disso, chorando, Renato se levantou e deixou o plenário, quando Benilton ainda estava na tribuna. O petista pediu que ele ficasse e chegou a se declarar solidário a seu choro. O presidente da Câmara, Durval Ferreira (PP) assistiu a cena e limitou-se a declarar solidariedade a Benilton.

ParlamentoPB