‘Vamos dificultar o jogo contra o Brasil’, diz carrasco mexicano - :: Paraiba Urgente :: Portal de Notícias

‘Vamos dificultar o jogo contra o Brasil’, diz carrasco mexicano

carrasco mexicano“Acabou sendo eu que marquei, mas o trabalho é de todos”, diz com humildade e baixando o olhar. Mas não é a primeira vez ‒ e a torcida também espera que não seja a última ‒ que Oribe Peralta salva o México.

O atacante deu a vitória ao conjunto na estreia contra Camarões na Copa do Mundo da FIFA Brasil 2014™, mas já tinha sido o herói em duas ocasiões anteriores: na repescagem intercontinental contra a Nova Zelândia, quando marcou nada menos do que cinco gols, e na final do Torneio Olímpico de Londres 2012, quando fez os dois que valeram a medalha de ouro sobre o Brasil.

“Estou feliz de ter contribuído para esses resultados, mas é um trabalho coletivo. Sou eu que mando a bola para o fundo do gol, mas é porque estou mais perto dele. É um esforço de todos”, insiste, em conversa com o FIFA.com.

No encontro com os camaroneses, o atacante do América, da capital de seu país, homenageou principalmente o companheiro Giovani dos Santos, que, apesar das recentes críticas da torcida, foi quem fez a diferença para o México. “O gol também é dele. Foi quem chutou primeiro. O goleiro deixou o rebote e a bola sobrou para mim. O Gio é uma referência para todos nós. Ajuda muito em campo, trabalha muito e sempre procura um jeito de dar a vitória para a equipe”, explica Peralta.

Se as dúvidas a respeito da forma física de Dos Santos pairavam no ar às vésperas do jogo, o mesmo acontecia com a possibilidade de escalar Oribe. Não eram poucas as opiniões que preferiam “Chicharito” Hernández entre os titulares. “Essas coisas não preocupam a gente. A concorrência nos treinos é saudável, cada um se exibe ao máximo para ser titular. Depois é o técnico que decide quem está melhor e vai jogar”, conta.

“Mas claro que ninguém pode relaxar nem se achar titular de todos os jogos. Precisa mostrar dentro de campo e nos treinos”, ressalva. Sobre a possibilidade de jogar ao lado de Dos Santos, ele é taxativo. “Claro (que podemos jogar juntos)! Eu me entendo muito bem com ele. Se o Herrera (o técnico) quiser, vai ser assim”.
Otimismo contagiante

Miguel Herrera é um dos segredos da ressurreição do México. O treinador fez o grupo se recompor não só futebolisticamente, mas também no ânimo. “Ele tem uma mentalidade vencedora, que contagia a gente. Acreditamos em nós mesmos, damos tudo de nós e fazemos o que ele pede: controlar a bola, manter a posse…”, explica o atacante de 30 anos.

“Depois de eliminatórias tão complicadas, esta equipe está visivelmente em alta, pegou o ritmo. Além disso, temos muita gente torcendo por nós aqui, acompanhando a equipe e acreditando em nós. Isso dá um impulso ainda maior para a gente”, acrescenta, impressionado com a quantidade de mexicanos que viajaram ao Brasil.

“A primeira vitória deu uma grande tranquilidade para encararmos o jogo contra o Brasil e dar mais um passo rumo ao objetivo que temos. Mas a seleção brasileira é complicada, muito complicada…”, analisa com uma expressão mais séria.

“Vamos dificultar ao máximo para eles, porque esse jogo será decisivo. Além disso, é uma equipe de quem dá para ganhar se você jogar bem”. Um aviso para os donos da casa, porque, se tem alguém que sabe como vencer o Brasil, esse é Peralta. Afinal, foi ele – um jogador que cresce diante dos desafios – quem tirou o ouro da Seleção na Olimpíada. Por que não poderia agora ser autor de um “Peraltazo” em Fortaleza? A torcida mexicana acredita na possibilidade.