A Paraíba é território livre de matadores de aluguel (mata-se por qualquer preço).

revolver assaltoNão é à toa que João Pessoa e Campina Grande são pontos destacados no mapa da violência mundial. Não é à toa que o Estado da Paraíba ostenta taxas acima de 37 homicídios dolosos por grupo de cada 100 mil habitantes. Basta se olhar ao redor.

O estúpido assassinato do empresário Cláudio Arruda revela duas ou três tristes faces do Estado da Paraíba.
Revela, de cara, lamentavelmente, que é muito fácil se matar por aqui. Qualquer encrenca é motivo. Qualquer um mata. Basta uma arma e uma moto. Nem precisa de muito planejamento. Nem se ajusta mais o preço. Recebe-se o pagamento depois como se fora o resgate uma poupança.

Os matadores de aluguel e os contratantes de morte estão espalhados por todo lugar e circulam livremente como se fossem trabalhadores do bem. E não existe nenhuma ação policial direcionada especificamente para se impedir a matança.

Confirma, ainda, que a polícia tem dois modos de agir. Se a vítima desfruta de melhor status social, econômico ou político, o Estado age rápido e eficientemente para desvendar o caso e prender os acusados.

Parabéns para a polícia, a família da vítima merece, mas é forçoso registrar que não assim que o Estado age quando a vítima é desprovida de status.
No geral, o que fica evidenciado é que a Paraíba é território livre de exterminadores de vidas humanas. Se assim não fosse, o empresário Cláudio Arruda e dezenas, talvez centenas, de outras pessoas não teriam sido executadas.

O governo do Estado não pode mais fechar os olhos a essa triste realidade da matança por encomenda.
Brada-se que a Paraíba está crescendo. Esquece-se, porém, que a violência não entra no rol dos índices medidores de desenvolvimento.

Autor: Josival Pereira – Do Portal Tambaú247