Abastecimento de Campina Grande vai normalizar somente no domingo, diz presidente da CAGEPA

Segundo o presidente da Cagepa, apenas a parte técnica estará pronta a partir desta sexta. A água só irá normalizar nas torneiras por volta do domingo (24). (Foto: Reprodução)

O presidente da Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa), Marcus Vinícius Fernandes Neves, informou em entrevista coletiva, realizada na Gerência Regional da Borborema, no fim da tarde desta quarta-feira (20), que a normalização do abastecimento de água de Campina Grande e municípios da região só vai ocorrer no próximo domingo (24).

O desabastecimento em Campina Grande e em mais oito municípios da região foi causado por uma pane elétrica que impediu por completo o funcionamento Estação de Tratamento de Gravatá, na noite da última sexta-feira (15) – saiba mais.

Além de Campina Grande, também foram atingidos os municípios de Lagoa Seca, Alagoa Nova, Matinhas, São Sebastião de Lagoa de Roça, Pocinhos, Barra de Santana, Caturité e Queimadas.

Anteriormente, a Cagepa havia comunicado o prazo de resolução do abastecimento para esta sexta-feira (22). A estimativa inicial é de que o prejuízo já supera os R$ 4 milhões.

“No entanto, entendemos que a maior prejudicada neste momento é a população. Por isso, estamos trabalhando para não deixar os clientes desassistidos”, disse o presidente.

Segundo o presidente da Cagepa, apenas a parte técnica estará pronta a partir desta sexta. A água só irá normalizar nas torneiras por volta do domingo (24).

“Água é diferente de energia, por exemplo. Quando o sistema volta a operar, a água é captada, para depois ser transportada pelas adutoras até encher os reservatórios, para só depois começar a distribuição para a rede da Cagepa, de fato. Isso levanta uma margem de dois dias para restabelecimento total. Ou seja, nossa previsão é de que no fim de semana tudo volte ao normal”, detalhou.

Investigação

A causa da pane ainda está sendo averiguada. A Polícia Civil está à frente das investigações e a Cagepa também apura o caso administrativamente, em uma sindicância. “Não descartamos nenhuma possibilidade até então, inclusive de vandalismo. Em 50 anos de empresa, uma ocorrência nessas proporções nunca havia sido registrada antes. O prejuízo para a Cagepa foi enorme. Foram vários transformadores danificados, quadros de comando, entre outros equipamentos. Isso sem contar no prejuízo imensurável para a população, que se encontra com o abastecimento de água reduzido”.

Abastecimento de emergência

“Conseguimos reestabelecer parcialmente o funcionamento da estação e, com isso, distribuir algo em torno de 35% da vazão normal. Como a produção é insuficiente, optamos por dividir a cidade em duas áreas”, explicou o presidente da Cagepa.

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