Acampado desde domingo, paraense é o primeiro na grade do portão do Rock in Rio

Acampado na fila do Rock in Rio desde o último domingo, o biológo e técnico de enfermagem Jeová Silva, de 41 anos, não poupou esforços para conseguir assistir a quase todos os shows desta edição. Fanático por música e festivais, ele diz que tem uma meta pessoal: ser sempre o primeiro da fila do portão de entrada do Rock in Rio. O morador de Santa Luzia do Pará, contou que ficou dois anos juntando dinheiro para comprar os ingressos e viajar para o Rio de Janeiro. Nesta edição, o único dia em que ele ficará de fora da Cidade do Rock será este domingo.

— Amo música, amo o Rock in Rio e amo essa cidade. Então, tirei uns dias para curtir o Rio de Janeiro. Mas, nos outros dias de evento, eu quero curtir coladinho na grade do Palco Mundo. Venho ao Rock in Rio desde 2011. É o momento em que tento esquecer os problemas para tentar me renovar.

Público sofre com o sol forte minutos antes da abertura dos portões do Rock in Rio
Público sofre com o sol forte minutos antes da abertura dos portões do Rock in Rio Foto: Roberto Moreyra / Agência O Globo

O paraense disse que faz parte de um grupo de amigos de diversas partes do país que marcam para ir a festivais:

— A única tristeza é saber que não vou ver a Lady Gaga. Fiquei com muita pena dos fãs dela porque era o sonho dessa galera vê-la.

Entre as primeiras da fila, as cariocas Tânia Saldanha, de 60 anos, e a sua filha, Alessandra Rocha, de 24 anos, também vivem a emoção do Rock in Rio há anos. A aposentada foi na primeira edição do festival, que aconteceu em 1985:

— Minha filha nem era nascida, mas passei esse amor da música e do festival para ela

Mesmo com problemas de saúde e tendo que andar de cadeira de rodas, Tânia preferiu enfrentar o sol forte para ver a abertura dos portões:

— É uma história que nós vamos guardar para o resto da vida e é um momento meu com a minha filha. Estamos juntas aqui e vamos curtir muito.

Já Alessandra diz que vai ao Rock in Rio desde 2011 e conta que, além de gostar de todas as atrações principais, ela tem um carinho especial pelo evento em si:

— Para mim o mais importante é viver essa experiência, curtir e ser feliz ao lado da minha mãe.

O Dia