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Adeus à poupança: novo investimento vai beneficiar classe média

acabaou a popançaA Comissão de Valores Mobiliários (CVM) quer criar um fundo de investimento que seja uma alternativa à poupança. A ideia é atrair a classe média emergente e dar opção a esse pequeno investidor que hoje se vê restrito à velha caderneta. Batizado de Fundo de Risco Soberano Simplificado, a promessa é de que seja uma aplicação de baixos custo e risco, e com alta liquidez, bem aos moldes da poupança, mas com a possibilidade de uma remuneração maior.Hoje, a rentabilidade média da poupança está em 0,55% ao mês, ou seja, 6,8% ao ano. Lembrando que os investidores de poupança não pagam Imposto de Renda ou qualquer tipo de taxa. No caso desse fundo proposto pela CVM, os bancos poderão cobrar taxa de administração, e os investidores terão de pagar IR – ainda assim, ele deverá ser mais atrativo.
Porquinho, poupança
A aplicação terá 95% de seu patrimônio investido em títulos públicos federais ou de emissão de instituições financeiras com risco no mínimo equivalente ao risco do país, ou seja, a remuneração deverá parear com a taxa básica de juro, que é a Selic. Pelas contas dos técnicos da CVM, com uma Selic de 11% ao ano, que é o caso atual, a rentabilidade anual líquida do fundo (já descontados IR e eventuais taxas) superaria os 8%, bem acima dos 6,8% da poupança.

Simples

“Trata-se de uma alternativa à poupança, uma outra opção onde o investidor pode ganhar mais, com baixo custo e baixo risco, e de maneira bem simples, como é a poupança”, resumiu o superintendente de Relações com Investidores Institucionais da CVM, Francisco Santos.

Nos últimos dez anos, o número de cadernetas saltou de 90 milhões para 125 milhões. Entretanto, a melhora da renda da população não se refletiu no maior número de cotistas de fundos. A CVM quer atrair investidores para a indústria de fundos com segurança.

“Hoje, temos 10 milhões de aplicadores em fundos. É um mercado que pode crescer muito no Brasil, por isso que estamos abrindo a porta para um público que ainda está fora deste mundo”, explicou Ana Novaes, diretora da CVM.

Taxas

Os executivos da Comissão não acreditam em taxas de administração salgadas. Segundo eles, a redução de custos virá da adoção de distribuição, documentação e comunicação exclusivamente por meio eletrônico. “Além disso, a carteira é muito simples, só entram títulos federais e de instituições financeiras com risco igual ao do governo. A gestão será bem simples”, disse Santos.

A criação do Fundo de Risco Soberano Simplificado está entre as propostas de reforma da regulação de fundos de investimento, anunciada no início da semana. As propostas estarão em audiência pública até 30 de junho, prazo para o mercado encaminhar comentários à CVM. A expectativa é que as novas regras sejam editadas até o fim do ano.

“Em 2015 este fundo deverá estar regulamentado, a partir daí vai depender do mercado oferecer o produto à clientela”, assinalou Ana Novaes.

O economista do Centro Universitário do Espírito Santo (Unesc) Jorge Miranda, aprovou a iniciativa. “É uma boa e segura alternativa. Claro que as regras ainda estão sendo discutidas, mas só o fato da CVM estar discutindo uma nova opção ao pequeno investidor já é muito válido”.

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