Afeganistão. Dois mortos e 12 feridos em ataque suicida contra a Save The Children

O ataque contra as instalações da organização não-governamental britânica foi levado a cabo por extremistas armados.

“Por volta das 9h10 (4h40 em Lisboa) um veículo armadilhado, conduzido por um bombista suicida, explodiu junto à entrada do complexo da organização Save de The Children abrindo passagem a um grupo de homens armados”, disse à France Presse o porta-voz do governo provincial de Jalalbabd Attaullah Khoqyani.

Quem estava no local diz que se ouviram sucessivas trocas de tiros dentro do edifício e até “uma grande explosão”.

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De acordo com a BBC, acredita-se que havia cerca de 50 funcionários da organização não-governamental dentro do edifício à hora do atentado, que começou com a explosão de um carro armadilhado.

Antes já homens armados tinham invadido o local com metralhadoras, lançando granadas de propulsão (RPG) e abrindo fogo contra os soldados afegãos que foram destacados para o local.

Os taliban já rejeitaram a autoria do atentado, que acontece dias depois de um grupo de militantes ter atacado um hotel em Cabul, provocando pelo menos 22 mortos, na sua maioria estrangeiros.

Citada pela BBC, a Save The Children disse estar “devastada” pelos acontecimentos. “A nossa grande preocupação tem a ver com a segurança dos nossos funcionários (…) Estamos à espera de mais informações da nossa equipa, para já não podemos tecer mais comentários”.

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Também a missão da ONU no Afeganistão sublinhou que os “ataques contra civis e contra organizações humanitárias são uma clara violação da lei internacional humanitária e podem corresponder a crimes de guerra”.

A Save The Children trabalha no Afeganistão desde 1976. Atualmente tem em curso programas de apoio humanitário em 16 províncias do país.

De acordo com dados da organização, mais de 700 mil crianças afegãs receberam apoio ao longo dos anos.

Esta organização não-governamental não é a única que tem enfrentado duras condições de trabalho no país, lidando com ataques recorrentes e raptos de funcionários. Em outubro, por exemplo, a Cruz Vermelha anunciou uma drástica redução da sua presença no Afeganistão após sete funcionários seus terem sido mortos em ataques, apenas em 2017.

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