João Pessoa 24/05/2019

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Ampliação para 48 seleções cria impasse político para a Copa de 2022

Catar precisa dividir a sede - Países vizinhos: rompidos

O presidente da Fifa, Gianni Infantino, durante conferência da entidade máxima do futebol mundial

Em reunião realizada nesta 6ª feira (15.mar.2019) em Miami, o conselho da Fifa autorizou o plano do presidente Gianni Infantino de ampliar para 48 o número de seleções na Copa do Mundo de 2022, no Catar. No entanto, para a proposta ser aprovada, 1 novo encontro marcado para junho em Paris deve manter o entendimento.

“Enviamos 1 relatório de viabilidade para o nosso conselho e concluímos que é possível fazer com 48 seleções, desde que atendidas algumas condições”, afirmou Infantino.

O problema é que, quando o país árabe foi escolhido como sede em 2010, o planejamento era que apenas 32 times participassem da competição. A ampliação para 48 tinha sido aprovada apenas a partir de 2026, quando a Copa será realizada nos 3 países da América do Norte –México, Estados Unidos e Canadá.

A menos de 4 anos para o início do torneio, programado para novembro, a construção dos 12 estádios já está avançada. Assim como a estrutura montada para receber as delegações.

Essa mudança repentina forçaria o Catar a compartilhar a Copa de 2022 com países vizinhos, como Emirados Árabes e Arábia Saudita.

Já que os cataris detêm 1 território pequeno, a expansão da área de competições é a única saída para viabilizar a presença de 48 seleções durante 1 mês de partidas. É aí que se encontra o impasse: Emirados Árabes, Arábia Saudita, Bahrein Egito –que até possuem estrutura para receberem a Copa– impuseram 1 bloqueio econômico ao Catar em 2017.

Na época, os vizinhos acusaram o Catar de “apoiar o terrorismo”. Eles romperam as relações diplomáticas com Doha, além de fechar a fronteira do país, isolando-o. As medidas seguem em vigor até hoje, e os cataris já se pronunciaram de maneira contrária à divisão da sede, tal como Riade e Abu Dhabi.

“Não é uma questão de querermos ou não. E sim o que faz sentido, quais são os benefícios para todos. Há muitas questões práticas que precisamos responder. E esperamos ter essas respostas até junho”, disse o secretário-geral do COL (Comitê Organizador Local), Hassan Al Thawadi.

O presidente da Fifa comentou o impasse. Segundo ele, há opções para serem analisadas.

“Se formos ampliar, outros países terão que receber jogos. No próximo passo, vamos analisar quais deles podem receber mais jogos na Copa do Mundo de 2022. Vamos tomar uma decisão no nosso congresso em junho, quando os 211 filiados vão votar”, disse o suíço.

Poder360