João Pessoa 19/05/2019

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Ana Paula Maciel, do Greenpeace, está a caminho do Brasil, após cem dias de prisão

aNA pAULA PRESAA bióloga brasileira Ana Paula Maciel, 31 anos, vai passar o Ano Novo com a família. Após mais de cem dias presa na Rússia junto com outros 29 ativistas do Greenpeace, ela recebeu nesta sexta-feira autorização do Serviço Federal de Imigração russo para deixar o país. Ana Paula embarca ainda hoje rumo ao Brasil, informou o site do Greenpeace.

“Deixo a Rússia da mesma maneira como entrei: de cabeça erguida e com a consciência limpa. Temos a convicção de que fizemos o bem para proteger o planeta para esta e as futuras gerações. É uma vergonha um país permitir que tamanha injustiça tenha acontecido para defender os interesses das empresas de petróleo”, declarou Ana Paula Maciel, na página da ONG.

A autorização de saída era o último passo para deixar a Rússia desde a anistia aos manifestantes do navio Artic Sunrise decretada pelo parlamento russo. Ana Paula e os demais 25 integrantes do grupo de nacionalidade não russa dependiam de uma autorização do Serviço Federal de Imigração para deixar o país, já que foram tirados de águas internacionais e levados presos pela guarda costeira.

Os 30 militantes a bordo do Arctic Sunrise foram detidos no final de setembro após um protesto contra uma plataforma petrolífera no Ártico. Os ativistas denunciavam os riscos da exploração nessa região, que tem um ecossistema particularmente frágil.

Anistia

Os militantes ficaram num primeiro momento detidos em Mourmansk, e depois foram transferidos para São Petersburgo, antes de serem libertados sob fiança. Indiciados inicialmente por pirataria, crime punido com 15 anos de prisão, no máximo, em seguida eles foram indiciados por vandalismo, delito que tem punição de até 7 anos de detenção.

Para Ana Paula, a luta continua. “Estou ansiosa por retornar a minha terra, mas não se pode falar em final feliz enquanto o Ártico continuar derretendo, a Amazônia se reduzindo, os oceanos se envenenando”, declara a bióloga no site do Greenpeace. “Há muito trabalho pela frente e precisamos de toda a ajuda possível dos que se importam e acreditam em nosso trabalho”, conclui Ana Paula.

RFI