Análise: PSB de Pernambuco quer passar a limpo manobras de Fernando Bezerra Coelho

fernando bezerra psbFernando Bezerra Coelho. Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

Mais que apaziguar os ânimos, o gesto feito em público pelo senador Fernando Bezerra Coelho (PSB), um discurso de jura de lealdade ao governador Paulo Câmara, impressionou socialistas de Pernambuco pela teatralidade. Parte da sigla não deglutiu o que FBC fez por um projeto pessoal. Quer passar o caso a limpo.

O PSB de Pernambuco, incluindo o governador Paulo Câmara, vice-presidente nacional da legenda, e o prefeito Geraldo Julio, secretário nacional da sigla, se alinhou à executiva nacional para decidir não indicar nomes para a gestão Michel Temer (PMDB), a fim de manter sua independência, como fez no governo Dilma Rousseff (PT). O ressentimento do PSB estadual vem do fato de Bezerra Coelho ter peitado a decisão da sigla e articulado o filho, Fernando Filho, como ministro de Temer.

Após ter êxito, em evento com o governador em Arcoverde, segunda (16), FBC discursou sobre o “compromisso inafastável com a Frente Popular” e a liderança de Paulo: “Quebrará a cara quem apostar em intrigas e divisões”. A fala não agradou. Parte do PSB não engoliu o discurso nem o novo choque entre o que o senador e seu partido querem. Até porque 2018 é ali, após 2016.

Uma ala socialista diz: “foi demais”. E quer discutir FBC agora.

EXALTAÇÃO DE SILENO

No Palácio se diz que Paulo deve chamar o presidente do PSB no Estado, Sileno Guedes (foto), para “afinar” o discurso sobre a saída de PSDB e DEM do governo. Já desautorizado antes ao cobrar cargos do DEM, Sileno preocupa Paulo pela exaltação com siglas que, em tese, podem voltar à Frente Popular.

JC Online