Aníbal diz que superfaturamento em obras da Lagoa supera os R$ 10 mi: “Tenho documentos”

Deputado Aníbal Marcolino e o autor do pedido de audiência pública (Foto: Divulgação)

A Assembleia Legislativa realiza nesta quarta-feira (4) audiência pública para debater denúncias de desvio de dinheiro nas obras de revitalização do Parque Solon de Lucena (Lagoa), centro de João Pessoa, na gestão do prefeito Luciano Cartaxo (PSD). O debate acontece às 15h no plenário “Deputado José Mariz”.

O deputado Aníbal Marcolino, autor do pedido que foi aprovado na semana passada, disse ao ClikPB que a intenção é descobrir a verdade sobre o desvio de dinheiro público. “O Ministério Público Federal, a Polícia Federal e a Controladoria Geral da União na Paraíba já descobriram desvio de R$ 6,4 milhões, mas possuo documento apontando que as irregularidades chegam a R$ 10 milhões”, revelou.

De acordo com Aníbal, houve superfaturamento na construção do muro de arrimo, túneis, dique e retirada do lixo na Lagoa do Parque Solon de Lucena.  “Tenho documentos que provam as irregularidades”, reforçou.

Segundo Aníbal, após a audiência pública, será confeccionado um relatório que será enviado à Câmara de Vereadores da Capital, apontando os desvios do dinheiro público.

O deputado disse que estão sendo convocados para a audiência pública representantes da Procuradoria Geral da República, da Polícia Federal, da CGU, o diretor do aterro sanitário de João Pessoa, vereadores da Capital, além da OAB, a empresa responsável pela obra, Tribunal de Contas (TCE), o secretário Cássio Andrade e o ex-secretário Rômulo Polari.

Representantes do Ministério Público da Paraíba também serão convidados. “Eu sei que quem apura as suspeitas são os órgãos federais, já que envolveu dinheiro do Ministério das Cidades, mas o Ministério Público da Paraíba tem de tomar ciência do que aconteceu com as obras da Lagoa”, diz.

Os convites para a audiência pública começaram a ser emitidos desde o dia 28 pelo presidente da Comissão de Desenvolvimento, Turismo e Meio Ambiente, Jeová Campos.

O deputado Jeová Campos (PT) disse que prefere não fazer juízo prévio de valor, mas apoia a investigação.”Eu acho que a investigação é necessária para tirar as dúvidas”, explicou, afirmando que agente público não pode se imiscuir de ser investigado, porque o dinheiro é público. “O interesse é público, então a investigação, sendo feita com critério e respeito ao devido processo legal, toda ela é bem-vinda”, disse.

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