Ao celebrar a Santíssima Trindade na Catedral de Campina, Pe Luciano fala da “harmonia perfeita” das três pessoas de Deus - :: Paraiba Urgente :: Portal de Notícias

Ao celebrar a Santíssima Trindade na Catedral de Campina, Pe Luciano fala da “harmonia perfeita” das três pessoas de Deus

pastoralUma semana depois da celebração de Pentecostes, o Padre Luciano Gudes, da Catedral de Nossa Senhora da Conceição, em Campina Grande, destacou a importância da Santíssima Trindade na vida das pessoas, durante celebração ocorrida neste domingo (15). Citando o Catecismo da Igreja Católica, ele disse que a Santíssima Trindade traz as três pessoas de Deus em “harmonia perfeita”.

Pe Luciano iniciou a homilia falando da Primeira Leitura da liturgia do domingo, que mostra o testemunho de Moisés pedindo perdão e clemência a Deus, em nome do seu povo. Depois, comentou a Segunda Leitura, na qual São Paulo fala dos Coríntios: ‘saudai-vos uns dos outros com o beijo santo’. “Esse gesto do cumprimento, que fazemos na missa, vem de muito longe. Os cristãos já se cumprimentavam assim, mas São Paulo via que na comunidade de Corinto a trindade não estava solidificada”.

Sobre a Santíssima Trindade, o pároco lembrou que o Catecismo da Igreja Católica ensina sobre as três pessoas de Deus: “o Pai, que cria todas as coisas; o Filho, que salva; e o Espírito, que santifica as coisas e nos leva à comunhão com Deus. São três pessoas, cada uma com sua propriedade, com sua missão específica. No entanto, são três pessoas com a mesma natureza”, disse Padre Luciano.

Segundo ele, o Catecismo fala assim para dizer que Deus é uma família, três pessoas que se comunicam de forma perfeita. “Somente em Deus é que existe essa harmonia perfeita, para compreendermos a intimidade que há entre o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Deus é uno e trino. Nós como cristãos temos a nossa fé. O cristão deve ter a sua identidade de fé, uma identidade segura”.

Cristãos na comunicação – Porém, Pe Luciano afirmou que a nossa identidade não deve ser para o fechamento, mas para o diálogo, para deixar evidente aquilo que somos. “Somos cristãos, não somos agnósticos. Nós somos diferentes, cada um na singularidade própria, alguém que deve buscar a comunicação com os outros. Mas a nossa comunicação não é perfeita como a comunicação do Pai, do Filho e do Espírito”.

Segundo ele, a Trindade Santa é o centro da nossa fé. “Deus não e solitário. Ele é comunidade e amor. Por isso, nós também devemos fazer o encontro pessoal com Jesus e o encontro pessoal nosso, na comunidade. Deus não é solidão, é encontro. A Santíssima Trindade é a nossa origem e será também o nosso ponto final”.

O padre finalizou a homilia rogando para que a igreja viva o mistério da Santíssima Trindade. “Vamos começar esta semana com este desejo, de ser estes pobres filhos de Deus, desejosos de viver entre nós a experiência da unidade, da reciprocidade, do bom tratamento, da abertura, da comunicação. Deus se revela em três pessoas para que nós possamos viver em comunidade, a vida em família, a vida comunitária”.

E sentenciou: “Quando uma pessoa deixa de viver em comunidade deixa de viver o seu batismo, a sua fé”.

Pascom – Catedral