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Apesar do protesto na PB, maioria dos hospitais atende normalmente

médicosApesar da chamada do Conselho Regional de Medicina da Paraíba (CRM-PB) para a paralisação dos médicos do estado em protesto ao programa ‘Mais Médicos’, do Governo Federal e ao veto do ‘Ato Médico’, o funcionamento da maioria dos grandes hospitais paraibanos seguiu normalmente nesta terça-feira (30), de acordo com informações passadas pelas direções das instituições.

Em João Pessoa, a assessoria da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) falou que a adesão era individual e que os hospitais públicos da capital estão funcionando normalmente. Eles também não possuem dados sobre quantos profissionais teriam deixado de trabalhar hoje.

A Secretaria informou ainda que os médicos que não realizarem atendimentos terão que justificar a falta e remarcar as consultas para no máximo 20 dias. NaHospital da Unimed, o atendimento também segue sem alterações, de acordo com a assessoria da cooperativa. Segundo ela, as decisões são tomadas em assembleia e não de forma individual, como acontece nos hospitais públicos.

Em Campina Grande, a maioria dos atendimentos de saúde aconteceu normalmente também. Os hospitais mantiveram o funcionamento regular dos atendimentos de urgência e emergência. Conforme as diretorias dos estabelecimentos de saúde, apenas no Hospital Municipal Pedro I, Hospital Antônio Targino e na Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) houve a paralisação dos atendimentos ambulatoriais, sendo mantido apenas o funcionamento dos setores de urgência.

Já quanto ao Programa Saúde da Família (PSF), não foi notificada à Secretaria de Saúde de Campina Grande nenhuma interrupção dos atendimentos em quaisquer das unidades. Segundo a direção, no Hospital de Emergência e Trauma de Campina Grande, mesmo casos considerados de baixa complexidade foram atendidos, além de cirurgias eletivas que estão marcadas para o período da tarde.

“Apenas nos casos de menor urgência é que estamos orientando a seguir no próximo dia útil a uma unidade de saúde da família, onde terá melhor atendimento. O funcionamento das urgências segue normal para que não morram pessoas”, afirmou o diretor técnico Flawber Cruz.

Ainda conforme as respectivas diretorias, no Hospital da Clipsi os atendimentos ambulatoriais e pediátricos, no qual a unidade é referência, funcionaram normalmente. No Instituto de Saúde Elpídio de Almeida (Isea), o atendimento também foi normal em todos os setores.

Em Cajazeiras, o Hospital Regional funcionou normalmente e sem transtornos, segundo os diretores financeiro e administrativo Marcelane de Lira Silva e  Francisco Figueiredo, respectivamente. No Regional de Patos, a diretoria também afirma que os atendimentos seguem ininterruptos.

Em Sousa, a diretora administrativa, Fabiana Ferreira, falou que apenas os procedimentos eletivos foram cancelados. Sete cirurgias para retirada do útero e de hérnias foram remarcadas para a semana que vem. Os pacientes foram comunicados, pela diretoria do hospital, da decisão dos médicos em aderir à paralisação. No entanto, a diretora administrativa afirma que todos os médicos – cirurgiões e uma anestesista – estão no hospital, de sobreaviso, para casos de urgência e emergência.

Não houve relato de protestos ou manifestações por parte dos pacientes em nenhuma das cidades contactadas.

Fonte: G1PB