João Pessoa 12/12/2018

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Após conseguir apoio de prefeitos, Bolsonaro cria 1ª rusga

Criticaram saída de médicos cubanos

Dep. Jair Bolsonaro durante sabatina no Correio Brazilinese. Brasilia, 06-06-2018. Foto: Sérgio Lima/Poder 360

Presidente eleito disse que não há comprovação da eficácia dos atendimentos dados pelos cubanos

Após receber o apoio de mais de 3.000 prefeitos durante a campanha presidencial, o presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), criou a 1ª rusga com os chefes dos Executivos municipais após o anúncio de saída dos cubanos do programa Mais Médicos. Em carta, a FNP (Frente Nacional de Prefeitos) afirmou que a saída pode trazer “irreparáveis prejuízos à saúde população.

Em outubro, Bolsonaro recebeu 1 manifesto de apoio de 3.639 prefeitos –o equivalente a 65% de todos os 5.569 alcaides brasileiros. O documento (leia aqui) fala de uma “mobilização” que “engaja democraticamente gestores municipais”.

Agora, os prefeitos afirmam que dos 5.569 municípios brasileiros, 3.228 (79,5%) só têm médico pelo programa. Além disso, citam que 90% dos atendimentos da população indígena são feitos por profissionais de Cuba.

A FNP atua nos 400 municípios com mais de 80.000 habitantes e leva as demandas municipais ao governo federal. Segundo a organização, para o G100, grupo de 100 cidades mais populosas, a situação será ainda mais grave.

Essa é a maior crítica recebida por Bolsonaro após ter sido eleito de 1 grupo importante para sua gestão à frente do Palácio do Planalto.

Os prefeitos ainda afirmam que o Mais Médicos é amplamente aprovado pelos usuários –85% afirmam que a assistência em saúde melhorou com o programa. Bolsonaro declarou, sem apontar dados concretos, que existem críticas ao programa por parte dos usuários e citou que não há comprovação da eficácia dos atendimentos dados pelos cubanos. O militar também disse que os profissionais não comprovaram sua formação em medicina.

“Vocês mesmos, eu duvido que queiram ser atendidos pelos cubanos. Não temos qualquer comprovação que sejam médicos”, declarou à imprensa.

O presidente eleito disse que a participação no programa durante sua gestão estará vinculada à obrigatoriedade do Revalida para médicos estrangeiros. A prova reconhece o diploma de médicos de outros países.

Poder360