As visitas nos pavilhões 2, 3 e 4 do Presídio do Roger, em João Pessoa, estão suspensas por pelo menos 15 dias

Após rebelião, direção suspende visitas no presídio do Roger por 15 dias

PENINTENCIARIA MODELOAs visitas nos pavilhões 2, 3 e 4 do Presídio do Roger, em João Pessoa, estão suspensas por pelo menos 15 dias. A decisão foi tomada pela Secretaria da Administração Penitenciária (Seap) depois do primeiro motim de 2015, ocorrido no sábado. Os cerca de 600 presos dos três pavilhões não queriam que os agentes realizassem a busca por uma arma no pavilhão 3. Seis apenados ficaram feridos durante ação da polícia para conter os ânimos e um permanece na UTI do Hospital de Trauma de João Pessoa. Os cinco causadores do motim foram identificados pelo setor de inteligência e transferidos para o presídio de segurança máxima PB 1.

Ontem pela manhã, a situação estava tranquila em frente à unidade. Já no sábado, o movimento teve fim por volta das 16h, quase três horas depois de iniciado. O preso que continua internado sofreu uma pancada na cabeça durante a ação. Os demais já retornaram à unidade prisional. O trabalho teve o apoio do Grupo Penitenciário de Operações Especiais (GPOE).

Em 2014, conforme o gerência Executiva do Sistema Penitenciário (Gesipe), Jadson Fonseca, ocorreram entre cinco e seis motins no Estado. O último foi em 19 de novembro, nos pavilhões 5 e 6 do Presídio do Roger, que terminou com o saldo de um preso morto. “Seria necessário um levantamento, mas ocorreu motim no Roger, nos presídios de Patos, Guarabira. Foram de cinco a seis e de pequena monta. No último, do Roger, os apenados estavam sob uso de psicotrópicos. Percebemos claramente que todos os presos do pavilhão haviam usado algo com efeito semelhante ao do Artane”, observou Jadson.