Artilheiro da J-League, Patric sonha em defender o Japão, mas voltaria pelo Palmeiras

Artilheiro da J-League, Patric sonha em defender o Japão, mas voltaria pelo Palmeiras

Já há alguns anos no futebol japonês, o atacante brasileiro Patric vive o grande momento da carreira. Com 17 gols, é artilheiro isolado da J-League. Em entrevista para oGol, o jogador admite estar no auge.

“É o melhor momento da minha carreira. Sou o artilheiro da J-League, 17 gols, 21 na temporada. É a melhor fase da minha carreira”, garantiu.

Aos 31 anos, Patric quer seguir fazendo história no futebol japonês. O brasileiro, inclusive, esteve perto de defender a seleção local na última Copa do Mundo, como conta.

“Estou há quase seis anos no Japão, joguei em três equipes e, onde passei, fiz excelente trabalho. O que segue me motivando é a vontade de conseguir mais títulos, a vontade de fazer história no futebol japonês e também o desejo de defender a seleção japonesa. Tive a oportunidade, nessa Copa que passou, mas infelizmente não deu, porque não consegui o visto. Mas, se tivesse conseguido, era 100% de chance de eu ser convocado, a imprensa toda estava falando. Quero tentar um espaço na seleção”.

Patric briga pela artilharia da J-League com o atacante Jô, artilheiro e melhor jogador do último Campeonato Brasileiro, pelo Corinthians. Em terras japonesas, Patric vai levando a melhor.

“Hoje, sou artilheiro da competição, com 17 gols, logo atrás vem o Jô, com 13. Esses dias a gente se enfrentou e até falei com ele: ‘Deixa eu ser artilheiro. Você já foi artilheiro no Brasil, melhor jogador do campeonato. Aqui, na Terra do Sol Nascente, deixa eu ser’. Ele deu risada, mas sabemos que somos atacantes, vivemos de gols, e estamos ali na briga. Ele é um excelente jogador, todo mundo já conhece, fez um grande trabalho no Brasil, nos clubes que passou, seleção. É muito bom disputar artilharia com um jogador como esse. Mas… Espero que eu seja o artilheiro no final da competição”, brincou.

Com tanto destaque no Japão, e com o desejo de defender a seleção do país, poucas coisas tiram o brasileiro da Terra dos Samurais. No Brasil, o único clube capaz de o convencer a voltar é o Palmeiras, pelo amor de infância.

“No momento, não tenho vontade de voltar ao Brasil. Quero seguir fazendo história no Japão, estou há seis temporadas, conquistei vários títulos, tenho um legado bonito. Mas, se tivesse que voltar, se aparecesse a proposta de um clube, que fosse o Palmeiras, eu pensaria. É um clube de infância que eu torcia muito. Jogava Oséas, Paulo Nunes, tempo de Felipão como treinador, excelente treinador que voltou e está fazendo grande trabalho. Então pensaria em voltar, porque era uma coisa de torcedor na época de criança. Se existisse uma proposta, eu voltaria. Fora isso, pretendo seguir muito tempo no Japão”.

Enquanto Felipão não liga, Patric segue fazendo seus gols na J-League. E quem sabe não os faz também pela seleção local… Assim, o brasileiro vive seu amor oriental.

O Gol