Artistas de 50 países criam diálogos sem fronteiras em Veneza

YokoNesta semana começamos nossa balada cultural por Veneza onde artistas internacionais cruzam fronteiras para conversar. Depois o destino é Paris, para um mergulho na história dos grafites em galerias de arte, antes de curtirmos dança e areia em Bruxelas.

“O tempo, o espaço e a existência”,  traduzidos em obras de artistas de várias partes do mundo. Olhares que se cruzam e propõem seus universos pessoais que, expostos,são absorvidos pelo público e passam a ser coletivos.

Esta é a proposta do Centro Cultural Europeu, que abriu em dois pontos históricos de Veneza, Pallazzo Mora e Pallazo Bembo, a exposição “Personal Structures – Crossing Borders” (Estruturas Pessoais – Cruzando Fronteiras),com obras de mais de 100 artistas vindos de 50 países.

Nomes famosos e emergentes participam e, entre eles, a mítica japonesa Yoko Ono, os americanos Carl Andre e Lawrence Weiner, além do francês Roman Opalka.

Mostrar os pontos comuns e as diferenças entre artistas europeus e não-europeus através do diálogo de obras, estimular a consciência da nossa existência no nosso dia a dia, “Personal Structures – Crossing Borders” pode servista no Pallazzo Mora e Pallazo Bembo, em Veneza, até 22 de novembro.

Grafites sobre tela

Todos conhecemos o Impressionismo, movimento pictural francês da metade do século XIX, que marcou a ruptura

Cartaz da mostra “Pressionisme”, apresentada na Pinacoteca de Paris até 13 de setembro de 2015.

Pinacothèque de Paris

da arte moderna com a pintura acadêmica. Mas agora eu vou falar de uma outra corrente, o Pressionismo, do século XX, cujo nome vem da imagem da pressão no spray de tinta; sim, estamos falando dos grafites mas, desta vez, dos grafites em telas !

As obras-primas do gênero realizadas entre 1970 e 1990 estão sendo apresentadas na Pinacoteca de Paris, mostrando que, definitivamente, o tapete vermelho foi estendido ao estilo injustamente associado a simples pichações e mal identificado pela história oficial da Arte.

Desde os anos 70, os artistas grafiteiros vêm produzindo em seus ateliês uma vasta criação em telas, bem longe da rua e da Street Art.

Tudo começou de forma espontânea quando os grafiteiros americanos, entre eles, Coco e Phase 2, se uniram na União dos Artistas de Grafite, com o objetivo de expor suas obras em galerias de arte. O rei da pop art, Andy Warhol, curtiu a ideia e associou à sua história dois artistas do gênero, o famoso Keith Haring e Jean-Michel Basquiat, cujos trabalhos podemos admirar na exposição.

Cobrindo 20 anos de produção, de 1970 a 1990, a mostra revisita o movimento desde suas origens, apresenta seus grandes mestres, enfim, mostra todos os lados de um movimento que continua flutuando em sua própria órbita.

“Pressionismo”  pode ser vista até 15 de setembro na Pinacoteca de Paris.

Human Dance, passos na areia

A companhia de dança belga Human Dance em seu espetáculo “La Trace du Sable”.

DR

“Human Dance” é o nome da companhia belga que se destaca por suas criações inspiradas nos valores humanos, universais, intemporais.

Em seu novo espetáculo, La Trace du Sable, O Traço na Areia, a coreografia utiliza a metáfora da areia como a vida que passa entre os dedos, os grãos capazes de provocar uma erosão ou um carinho, a imensidão do deserto e do silêncio, a praia, a ampulheta…

Os traços dos corpos da areia, o traço da vida, da construção à destruição, todos esses movimentos poéticos são a conferir no teatro Art Base, em Bruxelas, neste fim de semana.

RFI