João Pessoa 15/12/2018

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Atentado terrorista deixa pelo menos 50 mortos no Afeganistão

Afegão é conduzido em urgência ao hospital após atentado suicida que deixou pelo menos 50 mortos em Cabul, no Afeganistão, em 20 de novembro de 2018.REUTERS/Mohammad Ismail

Pelo menos 50 pessoas morreram e 80 ficaram feridas em um ataque suicida durante uma manifestação com representantes religiosos de alto escalão, que celebravam o nascimento do profeta Maomé nesta terça-feira (20) em Cabul, segundo autoridades.

O número de mortos subiu rapidamente durante as buscas pelos escombros na capital afegã. “O homem-bomba explodiu no chamado “Palácio de casamento de Urano”, onde os chefes religiosos se reuniram para celebrar o nascimento do profeta Maomé”, disse o porta-voz da polícia de Cabul, Basir Mujahid.

O porta-voz do Ministério da Defesa do Afeganistão, Najib Danish, confirmou a notícia, observando que “líderes religiosos de todo o país e outros participavam da cerimônia” no salão de festas do local.

Um gerente do palácio, cuja grande capacidade permite grandes reuniões, como encontros políticos, disse que “cerca de 1.000 pessoas estavam presentes” no momento da explosão.

O ataque ainda não foi reivindicado, mas o grupo Estado Islâmico (EI) tem estado recentemente na origem de vários ataques suicidas no Afeganistão.

Este é o pior recorde em número de vítimas de um ataque a bomba na capital afegã desde o duplo atentado, assumido pelo EI, contra a comunidade religiosa xiita Hazara, que matou 26 pessoas no início de setembro, em uma sala de ginástica, onde lutadores treinavam diariamente.

Recrudescimento dos ataques no Afeganistão

Em setembro outro ataque suicida contra afegãos que protestavam contra a nomeação de um chefe da polícia local na província de Nangarhar, leste, deixou ao menos 68 mortos e feriu 165 pessoas. Nenhum grupo reivindicou a explosão.

Em janeiro, uma ambulância repleta de explosivos foi detonada em uma rua movimentada no centro de Cabul, deixando ao menos 100 mortos, em sua maioria civis. O ataque foi reivindicado pelos talibãs.

As eleições legislativas do mês passado foram acompanhadas de uma onda de violência em todo o país. Centenas de pessoas morreram ou ficaram feridas em ataques vinculados às eleições.

Não é a primeira vez que as milícias atacam religiosos. Em junho, um caminhão-bomba explodiu perto de uma reunião de clérigos em Cabul uma hora depois de que o grupo condenou esses tipos de ataques, considerando-os como pecados.

O ataque desta terça-feira ocorre em um momento em que os talibãs pressionam as forças de segurança afegãs, apesar dos esforços da comunidade internacional para iniciar um diálogo de paz.

Noticiário Francês