Audiência Pública que discutia o PPA é suspensa e se torna caso de polícia em Santa Rita

josa nezinhoO que seria para se discutir prioridades e metas para os próximos três anos e executar o orçamento para 2014 se tornou um caso de polícia na sessão da Câmara de Santa Rita, nesta terça (5), em audiência pública que iria discutir com os secretários de várias pastas do executivo, a peça orçamentária que chegou fora dos prazos  naquela casa legislativa e contendo diversos erros pelo qual inviabilizou o debate. A sessão foi suspensa devido o constrangimento da peça orçamentária constando várias rubricas que não existe mais no setor público, pelo qual dificultou a discussão entre os vereadores em plenário com duas peças orçamentárias gerando um desconforto, contradição e desconfiança até mesmo com as 51 emendas aprovadas na Lei de Diretrizes Orçamentária – LDO, que não constava no PPA.

O relator da comissão de orçamento e finanças da Câmara Municipal Sebastião Bastos do PT, disse que seria inviável discutir com os secretários as metas e prioridades para o orçamento com uma peça cheia de falhas e que os secretários não participaram da elaboração do PPA.” O vereador foi mais contundente ao afirmar que o modelo da peça orçamentária é um clone de muitos anos e o trabalho que será exposto aqui seria inviável que não contempla o município com nada inclusive as emendas da LDO que não estão sendo respeitadas”, disse o relator da comissão orçamento e finanças.

No bate boca com os parlamentares na tribuna da casa de Antonio Teixeira, entre vereadores de oposição e situação pediram a presença do contador que elaborou a peça orçamentária, dos quais o vereador Anésio Miranda e quase toda bancada governista pediu sua demissão “por irresponsabilidade e está atarefado de serviços e por cometer falhas no orçamento que gerou toda essa confusão”, disse o líder da oposição Anésio Miranda.

O contador José Carlos compareceu a Câmara Municipal e com uma nova peça orçamentária para substituir a que não chegou a se discutir na casa de Antonio Teixeira, já com a sessão suspensa para uma nova reunião para debater o futuro da audiência pública com os vereadores gerou-se mais confusão quando foi detectado pela assessoria parlamentar da Câmara Municipal na tentativa de fraudar o novo PPA com a data de 31 de outubro, dos quais o presidente encerou a sessão gerando mais polêmica  pelo qual os vereadores de situação declararam de uma fraude tentativa frustrada de ludibriar a mesa diretora da Câmara.

O presidente da Câmara Municipal Josa de Nezinho em sua falação disse que não ia devolver o PPA,  que já chegou atrasado no dia (31) e hoje chega uma nova peça com capa e data alterada assinada anterior ao dia 31, assinada pelo prefeito Reginaldo Pereira e seu contador, “isso é grave senhores vereadores vou à delegacia de polícia civil, Ministério Público e a justiça, não vou responder pelos crimes de ninguém, não sou irresponsável, aceito a devolução do PPA dentro dos prazos e oficiados”, esclareceu o presidente da Câmara Municipal.

Em seguida o Josa de Nezinho acompanhado dos vereadores Genival Guedes, Sebastião do PT, João Jr e Missinho do Bode realizaram um boletim de ocorrência, após ao Ministério Público com as peças orçamentárias pelo qual foi registrado todo acontecido na sessão. Conforme o presidente a audiência pública retornará na quinta (7), que na oportunidade os vereadores irão ler a nova peça orçamentária para discutir com os secretários de suas pastas para debater as prioridades do orçamento e para os três anos no PPA.

Lamartine do Vale, do Paraíba Urgente.