Ausência em importante evento junino aumenta rumores de ‘racha’ familiar na política

ze_maranhao_portal5 São João um grande evento cultural e usado pela maioria dos políticos para conquistar os seus ‘votinhos’ pode ser usado como parâmetro para explicitar o distanciamento da criatura como o seu criador, mais especificamente do deputado federal Benjamin Maranhão (PMDB) e o seu tio o ex-governador Zé Maranhão (PMDB).Sempre atenta aos bastidores da política, a reportagem do PB Agora acompanhou nos últimos três dias os festejos juninos na cidade de Araruna, berço e principal curral eleitoral da família Maranhão e qual não foi a grande surpresa, a ausência nos três dias da festa, do principal líder político da família, o presidente do PMDB paraibano José Maranhão.

Insistentemente saudado pelos locutores, os donos da festa, os sobrinhos: o deputado federal Benjamin Maranhao e a deputada estadual Olenka Maranhão distribuíram simpatia com os populares na mesa da família posta estrategicamente ao lado do pavilhão da cidade, governada pela irmã de Zé Maranhão, a doutora Wilma Maranhão (PMDB).

Tal distanciamento tem apenas uma razão: a disputa entre Zé e Benjamin pela vaga da família na Câmara Federal na disputa em 2014, informações dão conta que o tio exige a vaga e o sobrinho não abre mão da reeleição.

Sobre o assunto, o deputado Benjamin Maranhão procurou minimizar um possível racha com o tio:“São setores interessados em desestabilizar minha candidatura e atentar até contra a honra de José Maranhão que criam esses boatos. É uma verdadeira central de boatos. Maranhão me garantiu que só disputará a eleição do ano que vem se for para senador. Eu o sigo politicamente durante toda a vida. Ele não trairia o sobrinho. Isso só passa pela cabeça de quem integra a central de boatos”, pontuou ‘Benjinha’ que continua atento aos paços do tio que esteve bem distante de Araruna durante todo o São João.

Por sua vez, Maranhão em todas as suas entrevistas à imprensa deixa um tom de mistério quanto ao seu futuro político, postura que tem inquietado Benjamin, que pode deixar o PMDB caso o tio dispute uma cadeira na Cãmara Federal em 2014.“Não vou me aposentar, vou continuar prestando serviço ao meu estado porque tenho espírito público, amor pela Paraíba e quero contribuir com soluções para o desenvolvimento do nosso estado e do meu partido”, desconversou Zé.Sobre a possibilidade de lançar uma disputa ao Senado, Maranhão desconversou e voltou a falar de governo:

”O futuro a Deus pertence. Hoje o PMDB tem um nome consolidado com o nome de Veneziano e acho que a candidatura dele vai crescer.

O ex-governador ressaltou que é um soldado e vai fazer o que o partido achar melhor. “As pessoas falam que sou histórico no PMDB, mas na verdade sou pré-histórico, porque já fazia política antes do partido ser criado”, apontou. “Eu lancei o nome de Veneziano para o Governo do Estado. A minha preocupação é defender a formação de alianças. Não estou pensando em nenhuma candidatura para mim, eu penso no que é melhor para a Paraíba”, disse sem descartar a possibilidade de retornar à Câmara Federal.

Mesmo com uma grande quantidade de pessoas dizendo o contrário, de uma coisa todos sabem, a possibilidade de Zé Maranhão atrasar um pouco a sua aposentadoria, apavora Benajamin que vê na própria família seu principal obstáculo. A dependência ao tio e a falta de luz própria afligem rotineiramente Benjamin que chegou a ver com alivio a ausência do tio em Araruna.

Será o momento da criatura se insurgir contra o criador?

Em 2014 saberemos o desfecho de historia e é sempre válido lembrar que a ‘gratidão’ é um sentimento que devemos desenvolver em todas as fases da vida.

Henrique Lima