Autor de emenda que garantiu R$ 1,8 milhão para o Trauma de JP, Trócolli cobra fim da gestão pactuada no hospital

trocolli2 (1)O deputado estadual Trócolli Júnior (PMDB), voltou a lamentar a “farra” com dinheiro público no Hospital de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena, em João Pessoa, revelada por relatório do Tribunal de Contas do Estado (TCE-PB). Autor de uma emenda que garantiu recursos na ordem de R$ 1,8 milhão para a unidade hospitalar, o parlamentar cobrou o fim da gestão pactuada implantada pelo governo do estado desde o início do mandato de Ricardo Coutinho (PSB).

“Desde que essa gestão pactuada foi firmada que a gente fala sobre o erro que essa terceirização seria para a Paraíba. O relatório do Tribunal de Contas da União já havia comprovado isso e agora o TCE também coloca o seu carimbo e revela que o que a Cruz Vermelha está fazendo no Trauma de João Pessoa é uma verdadeira farra com o dinheiro público. A única solução para o fim desse escândalo é o cancelamento desse contrato e o fim dessa gestão pactuada que só trouxe prejuízos para nosso estado”, declarou Trócolli.

Preocupado em melhorar os serviços do Trauma da capital, o legislador apresentou uma emenda ao Orçamento de 2014 que previa a aplicação de recursos na ordem de R$ 1,8 milhão para o hospital adquirisse um equipamento de ressonância magnética para a unidade. Porém, as irregularidades encontradas pelos auditores do TCE, revelam que os recursos disponibilizados para o Trauma estariam sendo utilizados para o pagamento de supersalários de diretores e também para mordomias.

“Quando eu apresentei essa emenda foi para beneficiar a população, os pacientes que necessitam desse equipamento no hospital de Trauma. Porque são os paraibanos que devem ter acesso a essas melhorias, eles sim são dignos de investimentos no estado para terem uma vida melhor. Mas, o que a gente percebe dessa gestão pactuada é que ela não está a serviço do povo, o que significa que o governo do estado não está a serviço do povo, porque se estivesse já tinha se pronunciado sobre essa vergonha e já havia anunciado o fim de pacto”, ressaltou o deputado.

De acordo com matéria publicada no jornal da Paraíba esta semana, “a terceirização do Hospital de Trauma de João Pessoa transformou-se em fonte de irregularidades patrocinadas com recursos públicos, segundo auditoria realizada em 2013 pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE). A investigação mostrou que a chamada gestão pactuada não apenas dobrou os gastos com o hospital (de R$ 4,5 milhões em 2010 para R$ 9,1 milhões em 2013) como esse dinheiro financiaria supersalários e mordomias para dirigentes e consultores da Cruz Vermelha do Rio Grande do Sul, organização à qual o atual governo terceirizou o HT desde o primeiro semestre de 2011”.

No trabalho de investigação, segundo o jornal, auditores do TCE descobriram despesas e pagamentos tão vultosos quanto estranhos nas relações contratuais entre Estado e Cruz Vermelha. Nessa linha, os “achados de auditoria” representariam desvios de mais de R$ 8 milhões em desfavor do erário. Parte dessa quantia teria sido empregada, por exemplo, no aluguel de apartamentos para servir de moradia ou hospedagem a diretores, gerentes e outras pessoas com as quais a CV faz negócios. Outra parte do dinheiro banca viagens aéreas sem comprovação dos gastos com bilhetes e taxas e até a compra, para funcionários, de sapatos que jamais teriam calçado os pés de qualquer deles.