Azevêdo cobra providências sobre manchas de óleo durante reunião com ministro

Foto: Secom/PB

O governador João Azevêdo manteve audiência, nessa quarta-feira (23), em Brasília, com o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, ocasião em que cobrou providências do Governo federal acerca das manchas de óleo que afetam as praias do Nordeste.

Na oportunidade, o gestor também protocolou um ofício em que explica as ações já adotadas pela administração estadual, em caso de o Estado ser afetado pelo problema.

Na reunião, o chefe do Executivo estadual externou sua preocupação com os possíveis impactos ambientais e econômicos que a poluição ambiental registrada no Litoral nordestino poderá causar.

“A Paraíba teve poucas praias atingidas, entretanto, com o surgimento de novas manchas em Pernambuco, um sinal de alerta foi aceso. Esse é um desastre ambiental de proporções gigantescas que poderá trazer danos muito graves ao meio ambiente, considerando que o litoral do nosso Estado é marcado por arrecifes, que poderão ser prejudicados, além do impacto no turismo”, pontuou.

João Azevêdo também solicitou medidas urgentes do Governo federal para identificar a origem do óleo.

“Os Estados têm feito um esforço muito grande no sentido de retirar o material, mas não podemos nos limitar a esse papel, temos que solicitar do Governo federal que não meça esforços, que solicite auxílio internacional, se for o caso, para que possamos identificar a fonte, porque enquanto não identificarmos a origem do que está gerando essa poluição enorme, vamos ficar à mercê de uma circunstância, vivendo uma grande interrogação e uma sensação de incapacidade enorme, pois apenas limpar as praias não será suficiente”, observou.

Foto: Secom/PB

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Por sua vez, o ministro Ricardo Salles assegurou que todo o aparato do Governo federal foi colocado à disposição para identificar a origem do óleo, a exemplo de satélites, aviões, radares, navios, além do efetivo do Ibama, Marinha, Exército e ICMBio.

Ele também afirmou que pouco mais de mil toneladas do material já foram retiradas do mar e das praias nordestinas.

A vice-governadora Lígia Feliciano; os deputados federais Damião Feliciano e Wilson Santiago; o secretário da Fazenda, Marialvo Laureano; o secretário da Comunicação Institucional, Nonato Bandeira; o secretário executivo da Representação Institucional, Adauto Fernandes; o procurador-geral do Estado, Fábio Andrade; e o chefe de Gabinete do governador, Ronaldo Guerra, estiveram presentes no encontro. Também participaram o presidente do Ibama, Eduardo Bim, e o presidente do ICMBio, coronel Homero.

Reunião na Paraíba – Na terça-feira (22), o governador João Azevêdo se reuniu com representantes das Secretarias de Estado da Infraestrutura e do Meio Ambiente e da Comunicação Institucional, Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema), Defesa Civil, Corpo de Bombeiros, Polícia Militar, Gabinete Militar, Capitania dos Portos, 1º Grupamento de Engenharia, Ministério Público Federal, Ministério Público Estadual, Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e Petrobras, além das Prefeituras de Pitimbu, Conde, João Pessoa, Cabedelo, Lucena, Mataraca, Baía da Traição e Rio Tinto para traçar as primeiras estratégias de combate às manchas de óleo no Estado.

A ampliação do grupo de trabalho, que ficará encarregado de encaminhar e definir ações técnicas e operacionais, a intensificação do monitoramento das áreas mais vulneráveis do Litoral paraibano, bem como o monitoramento aéreo, o estudo das correntes marinhas com o auxílio da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e a realização de campanhas de esclarecimento voltadas à sociedade civil foram algumas das ações encaminhadas na oportunidade.

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