Barcelona quase colocou liderança da La Liga “em xeque” neste domingo; entenda

Após os rumores de adiamento da partida entre Barcelona e Las Palmas pela La Liga, neste domingo (1 de outubro), por conta da situação de insegurança que se instaurou na cidade com o referendo pela separação ou não da Catalunha, o clube entrou normalmente em campo, com o Camp Nou à portas fechadas, e goleou o adversário das Ilhas Canárias por 3 a 0, com dois gols de Messi e um de Busquets, somando 21 pontos na tabela e permanecendo na liderança isolada da competição, cinco pontos à frente do segundo colocado Sevilla. A situação, entretanto, poderia ter sido bem diferente, com a equipe correndo o risco de perder a liderança do Espanhol.

Em entrevista à imprensa espanhola, o presidente do Barça, Josep Maria Bartomeu, afirmou que, na verdade, o interesse da equipe era de sequer ter entrado em campo, uma vez que a vida dos torcedores que iriam ao estádio poderia estar em risco por conta dos confrontos na capital catalã. A iniciativa, porém, poderia fazer a equipe perder a liderança do campeonato espanhol.

“Tentamos que a Liga adiasse a partida, mas não foi possível mudar o jogo para outro dia. Se não jogássemos perdíamos seis pontos. Conversamos com a direção, com os técnicos, com os jogadores e decidimos jogar, mas com portões fechados como forma de crítica. O importante era não perder pontos”, revelou o mandatário.

Até então com 18 pontos somados na tabela, o Barcelona poderia ter ficado apenas com 12, e com isso cairia para a 5ª colocação, empatado com o Valencia e a apenas um ponto do arquirrival, Real Madrid.

Bartomeu ainda aproveitou para pedir democracia, uma vez que a decisão pela Independência ou não da Catalunha está sendo feita através de uma votação. “Lamentamos a falta de liberdade de expressão que está tendo vez hoje na Catalunha, algo que valorizamos muito. Temos muita pena e decidimos, em vez de anular o jogo, como queríamos, jogar com portões fechados. Queremos mostrar que jogamos, mas que não é uma situação normal. É algo excepcional. Damos o nosso apoio aos que sofreram falta de liberdade”, completou.