Batinga diz que Estado quer preservar conflitos e não obras em Mangabeira

batingaO deputado Carlos Batinga (PSC) lamentou, nesta sexta-feira (08), o clima de acirramento na relação entre o Governo do Estado e a Prefeitura Municipal de João Pessoa, por conta dos desentendimentos na construção de obras: o trevo e o terminal de integração, na entrada do bairro de Mangabeira. Segundo ele, o imbróglio vai atrasar e poderá até comprometer a aplicação dos cerca de R$ 300 milhões já disponibilizados pelo Governo Federal para área de mobilidade urbana de João Pessoa.

 

Além de deputado, Batinga é engenheiro civil e uma das principais autoridades do Brasil na área de Mobilidade Urbana. Ele é membro do Comitê Técnico de Trânsito, Transporte e Mobilidade Urbana do Ministério das Cidades; foi secretário de transportes das cidades de Salvador (BA), Natal (RN) e João Pessoa (PB); elaborou vários planos diretores de diversas cidades, a exemplo Pretólia e Cidade do Cabo na África do Sul para a Copa do Mundo de 2010; e trabalhou na ONU, prestando consultoria na área de transportes.

 

Batinga explicou que em 2011, o Governo do Estado e a PMJP, quando o governador Ricardo Coutinho (PSB) e então prefeito Luciano Agra (PEN), eram aliados, encaminharam ao Ministério das Cidades um projeto de mobilidade urbana para João Pessoa priorizando transporte coletivo, terminais de integração e o viaduto do Geisel.  “Em maio do ano passado, o projeto foi consolidado, mas de repente o Estado passou a priorizar o trevo, que sequer existia no projeto, em detrimento ao terminal de Mangabeira, encaminhado pelo próprio Estado, em parceria com a prefeitura”, revelou.

 

 

O deputado afirma que a postura intransigente do governador Ricardo Coutinho demonstra o desejo de preservar conflitos e não conciliar projetos visando o benefício da população como um todo. “O projeto do trevo pode ser executado plenamente em harmonia com a construção do terminal de integração, desde que haja boa vontade de colaborar com o respeito a cidade como um todo. Infelizmente, o que se percebe é o desejo de preservar conflitos do governo estadual”, criticou.

Assessoria