BNDES estima R$ 3,8 bi em investimentos para este ano

bndesEstudo do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), estima que haverá investimentos de R$ 3,8 trilhões, entre 2013 e 2016 – 26% maior do que o registro no quadriênio 2008-2011.

A pesquisa do BNDES não leva em conta apenas os financiamentos feitos pelo banco, mas também consultas feitas a todos os setores produtivos.

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, acredita que, além das medidas de incentivo à atividade econômica, o governo está construindo uma matriz econômica nova, que permite essa expansão no investimento. “Não é só a queda da taxa de juros ou a redução de tributos, é importante enxergar esse novo arcabouço da economia brasileira. Nunca na história tivemos tantos pilares para o crescimento”, avaliou o ministro, durante a 40ª Reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, na quarta-feira (27/2).

Segundo ele, uma conjunção de quatro fatores apontam para um ciclo robusto de crescimento. São eles: consumo de massa, investimentos em habitação, infraestrutura e exportações. O ministro lembrou que, em pesquisa recente com 1.330 empresários de todo o mundo, o país foi apontado como o terceiro lugar no mundo onde pretendem ampliar investimentos nos próximos 12 meses, atrás apenas de China e Estados Unidos.

“Temos convicção de que o ano de 2013 e seus anos subsequentes serão de muito crescimento efetivo na indústria e nos demais setores da economia brasileira”, avalia Pimentel.

Já os desembolsos do BNDES alcançaram a marca de R$ 156 bilhões em 2012, com crescimento de 12% na comparação com o ano anterior. As consultas, com alta de 60%, e as aprovações de novos projetos, que cresceram 58% em relação a 2011, atingiram níveis sem precedentes na história do banco.

Os setores de indústria e de infraestrutura absorveram, juntos, 65% (R$ 100 bilhões em termos absolutos) do total desembolsado pelo banco em 2012. Na infraestrutura, os líderes foram os segmentos de energia elétrica (com R$ 18,9 bilhões desembolsados) e transporte rodoviário (R$ 15,5 bilhões). Química e petroquímica (R$ 8,5 bilhões) e material de transporte (R$ 7 bilhões) foram destaques nas liberações da indústria no ano passado.

 

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