João Pessoa 19/05/2019

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Bolsa fecha em leve baixa pressionada por Petrobras; dólar fica estável

O movimento reflete o apetite por risco no exterior após os Estados Unidos prorrogarem o prazo para acordo comercial com a China

A Bolsa brasileira fechou em leve queda nesta segunda-feira (25). O dólar encerrou o dia com a cotação perto da estabilidade.

O Ibovespa, principal índice acionário do Brasil, caiu 0,66%, a 97.239 pontos. O giro financeiro somou R$ 12,6 bilhões.

Pesaram para a retração do índice as ações da Petrobras e dos bancos. Os papéis preferenciais da petroleira caíram 1,58%, a R$ 26,70.

Também registraram queda as ações do Bradesco (-1,01%, a R$ 44,15) e do Banco do Brasil (-1,64, a R$ 52,22).

O dólar encerrou quase estável ante o real. O movimento reflete o apetite por risco no exterior após os Estados Unidos prorrogarem o prazo para acordo comercial com a China.

A moeda americana encerrou o dia com variação positiva de 0,05%, a R$ 3,744.

A reforma da Previdência também segue no radar dos investidores.

Nesta segunda, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse que o governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL) precisa usar a estrutura política de comunicação que o ajudou a chegar ao poder para convencer a sociedade da importância da reforma.

Em debate promovido pela Folha de S.Paulo e pela FGV (Fundação Getúlio Vargas), Maia afirmou que a questão da comunicação é decisiva. “Não tem como ir para o enfrentamento de um tema tão sensível como esse sem ter a capacidade de explicar de forma muito clara para o cidadão o que estamos fazendo, qual o objetivo da reforma”, disse.

“O governo precisa fazer isso. [Usar] a estrutura política que levou o presidente ao governo e que apresentou competência muito grande de influência nessas redes. […] Essa parte política, o partido do presidente, precisa ter a capacidade de enfrentar, saber explicar de forma didática”, completou.

Segundo Maia, o debate da reforma deve se concentrar na aprovação de uma idade mínima, com possibilidades de transição, e nas mudanças para servidores públicos dos três poderes.

Folhapress