Bolsa sobe 1,23% e rompe pela 1ª vez a barreira dos 106 mil pontos

Senado protagoniza nesta terça-feira, 22, a votação do segundo turno da reforma da Previdência Foto: Dida Sampaio / Estadão

Ibovespa, índice com as ações mais negociadas na bolsa brasileira,  fechou esta segunda-feira, 21, em sua máxima histórica, aos 106.022 pontos. Quebra-se, assim, uma expectativa que vinha desde de 10 julho, quando o último recorde havia sido alançado, em 105.817 pontos.

A alta de 1,23% desta segunda-feira deve-se basicamente a fatores externos, com a alta registrada em Nova York, apimentados pela perspectiva de votação da reforma da Previdência, amanhã, em segundo turno do Senado.

Mesmo assim, a crise interna do PSL injetou alguma cautela no mercado, com novas listas a favor e contra a permanência de Delegado Waldir (PSL-GO) na liderança do partido na Câmara. A “batalha das listas”, como se está chamando o episódio, ganhou novo episódio no meio da tarde, quando a Câmara dos Deputados oficializou o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente Jair Bolsonaro, como líder do partido na Casa. Ele recebeu o apoio de 28 dos 53 parlamentares da legenda – a lista original tinha 29 nomes, mas um não foi aceito. Deputados contrários ao filho do presidente e alinhados a Luciano Bivar, presidente do PSL, prometem contra-atacar.

Dólar

A cautela quanto a crise do PSL se refletiu no câmbio, com a alta do dólar ante o real. A moeda americana terminou o dia cotada a R$ 4,13, alta de 0,29%.

Bolsa

No noticiário corporativo, destaque para a Petrobrás, que subiu com a notícia de que a companhia se organiza para fazer ofertas no leilão do pré-sal. Vale e CSN também subiram, a primeira por causa das expectativas positivas para o balanço, que sai na quinta-feira, e a última com operadores zerando posições vendidas.

No setor de educação, a Yduqs teve alta após adquirir a Adtalem, operação vista como positiva por analistas.

No exterior, destaque para os contratos futuros de petróleo, que caíram com o pedido de autorização da China à Organização Mundial do Comércio (OMC) para taxar os Estados Unidos, e com um possível acordo entre sauditas e o Kuwait para produzir a commodity.

Brexit

Em geral, o mercado teve tom positivo, e seguiu monitorando as conversas para um acordo comercial entre China e Estados Unidos e os desdobramentos do Brexit.

O presidente da Câmara dos Comuns britânica, John Bercow, decidiu que a Casa não analisaria hoje o acordo para a saída do Reino Unido da União Europeia. No entanto, as bolsas europeias fecharam em alta com a consolidação da percepção de que um Brexit sem acordo está cada vez mais distante. As bolsas de Nova York também fecharam em terreno positivo.

Plenário do Senado Federal durante sessão deliberativa ordinária para votar as medidas provisórias 871/2019, que combate irregularidades em benefícios previdenciários e 872/2019, que estabelece gratificações para servidores da Advocacia-Geral da União (AGU). Ordem do dia.rrMesa:rsenador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE);rsenadora Rose de Freitas (Pode-ES);rsenador Major Olimpio (PSL-SP); rpresidente do Senado, senador Davi Alcolumbre (DEM-AP);rsenador Roberto Rocha (PSDB-MA);rsenador Alvaro Dias (Pode-PR);rsenador Izalci (PSDB-DF).rrFoto: Jefferson Rudy/Agência Senado

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