João Pessoa 17/12/2018

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Bolsonaro afirma que programas sociais serão submetidos a auditoria

Presidente eleito disse que aqueles que podem trabalhar devem entrar no mercado de trabalho e não permanecer dependentes do Estado.

Jair Bolsonaro participa de evento do Exército no Rio de Janeiro

O presidente eleito Jair Bolsonaroafirmou neste sábado (24) no Rio de Janeiro que não pretende acabar com os programas sociais, mas disse que todos passarão por auditoria.

O objetivo, segundo ele, é fazer com que as pessoas com capacidade para trabalharm estejam no mercado de trabalho e não sejam dependentes do Estado.

“Projeto social tem que ser para tirar a pessoa da pobreza e não para mantê-la num regime de quase dependência. Nós não queremos nenhum brasileiro dependendo do Estado”, afirmou.

Segundo ele, o objetivo é identificar os que podem trabalhar para integrá-los ao mercado de trabalho.

“Logicamente, ninguém será irresponsável a ponto de acabar com qualquer programa social, mas todos serão submetidos a auditoria para que aqueles que podem trabalhar entrem no mercado de trabalho e não fiquem dependendo do Estado a vida toda”, disse.

Bolsonaro deu as declarações em entrevista após participar da comemoração do 73º aniversário da Brigada de Infantaria Paraquedista, no Rio de Janeiro.

O presidente eleito Jair Bolsonaro marcha durante cerimônia do aniversário da Brigada Paraquedista, na Vila Militar, no Rio de Janeiro — Foto: Fernanda Rouvenat / G1

O presidente eleito Jair Bolsonaro marcha durante cerimônia do aniversário da Brigada Paraquedista, na Vila Militar, no Rio de Janeiro — Foto: Fernanda Rouvenat / G1

Estado de saúde

Durante a cerimônia, Bolsonaro desfilou pela Vila Militar ao lado de outros ex-paraquedistas. Ele disse ter desobedecido “um pouquinho” as recomendações médicas, mas destacou que a “vibração” do evento ajuda na recuperação.

“Não tem problema. Eu não posso é me submeter ao esforço prolongado. Reconheço que até desobedeci um pouquinho a recomendação médica, mas, afinal de contas, essa vibração aqui é muito bem vinda e ajuda na recuperação”, afirmou.

O presidente eleito passou por uma nova avaliação médica nesta sexta-feira (23), em São Paulo. Em razão de uma inflamação, os médicos decidiram adiar para depois da posse a cirurgia que estava marcada para o próximo dia 12.

O objetivo da cirurgia é retirar a bolsa de colostomia que Bolsonaro usa desde que foi operado em razão de uma facada sofrida em um atentado durante a campanha eleitoral.

Ele afirmou que foi orientado a voltar ao hospital no dia 19 de janeiro para uma nova consulta e, se os médicos constatarem melhora do quadro, poderá ser submetido à cirurgia no dia seguinte.

Nomes do futuro governo

Questionado sobre quando terminará de anunciar os nomes da equipe de governo, Bolsonaro disse que tudo precisa ser “muito bem discutido”.

“Falta a gente conversar melhor com aqueles que nós pretendemos colocar nesses ministérios. Todos os ministérios são importantes. Tem que ser muito bem discutido. A gente não pretende anunciar um nome e lá na frente trocar”, disse

Bolsonaro descarta pressão evangélica em escolha do ministro da Educação

Bolsonaro descarta pressão evangélica em escolha do ministro da Educação

Ministro da Educação

Ele respondeu ainda a críticas por supostamente ter trocado o futuro ministro da Educação. Antes do anúncio do colombiano naturalizado Ricardo Vélez Rodríguez, o cotado para o posto era Mozart Ramos, do Instituto Ayrton Senna, que sofreu resistência da bancada evangélica na Câmara.

Segundo Bolsonaro, não houve pressão. Ele voltou a dizer que não havia decidido por nenhum nome antes de indicar Rodríguez para o cargo.

“A bancada evangélica é muito importante. Não é só para mim não, é para o Brasil. Reconheço o valor deles. Essa pessoa indicada, pelo que eu sei, não é evangélica, mas atende aquilo que a bancada evangélica defende: os princípios e valores familiares, o respeito à criança. Formar no final da linha alguém que seja útil para o Brasil, não para o seu partido”, afirmou.

Mais Médicos

O presidente eleito voltou a criticar o que chamaou de “regime de escravidão” de médicos cubanos no programa Mais Médicos. Na semana passada, o governo cubano anunciou o rompimento do contrato pelo qual fornecia médicos para o programa. Com isso, mais de 8 mil profissionais começaram a voltar para Cuba.

Para Bolsonaro, o envio de cubanos para o Brasil “destruiu famílias”.

“Tem muitos cubanos que têm família lá em Cuba e já constituíram novas famílias aqui. Esse projeto destruiu famílias e nós não podemos admitir isso. Muita mulher cubana está aqui há um ano sem ver o filho. Isso é um ato criminoso praticado pelo governo de Cuba – que para mim não é novidade – e pelo desgoverno do PT”, declarou.

Venezuelanos

Sobre os venezuelanos que chegaram ao Brasil fugindo da crise social no país, Bolsonaro afirmou que não se pode deixá-los à própria sorte nem deixar a solução somente para o governo de Roraima.

“Eles estão fugindo de uma ditadura apoiada pelo PT, Lula e Dilma. Não podemos deixá-los à própria sorte e que o governo de Roraima resolva a situação. O que falta aos governos do Brasil é se antecipar ao problema”, disse.

Para o presidente eleito, uma das soluções seria criar um campo de refugiados, além de se estabelecer um controle rígido. Segundo ele, os venezuelanos “não são mercadorias para serem devolvidos”.

G1.Globo