João Pessoa 14/12/2018

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Bolsonaro não definiu se unirá Agricultura ao Ambiente, diz ruralista

Presidente da UDR visitou Bolsonaro - ‘Não tem nada confirmado’, disse - Indicou Jerônimo Goergen

Deputado Jair Bolsonaro durante entrevista coletiva após almoço com a Frente Parlamentar da Agricultura.Foto: Sérgio Lima/PODER 360

Jair Bolsonaro pode voltar atrás da decisão de fundir ministérios do Meio Ambiente e Agricultura

Após reunião de quase 2 horas com o presidente eleito Jair Bolsonaro, o presidente da UDR (União Democrática Ruralista), Nabhan Garcia, disse que a fusão dos ministérios da Agricultura e do Meio Ambiente ainda não foi decidida.

O presidente da UDR esteva na casa de Bolsonaro, em 1 condomínio na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro. Segundo Garcia, antes de tomar a decisão, o presidente eleito pretende ouvir representantes dos 2 setores.

“Isso é uma coisa que vai ser definida ao longo de muitas conversas, de ouvir segmentos, ouvir instituições. O presidente Bolsonaro não tem essa marca de ser autoritário e dizer ‘é assim que eu quero, é assim que vai ser’”, afirmou.

Garcia disse que a visita foi para conversar com 1 amigo que o “nomeou conselheiro dele para o agro”.

O presidente da UDR afirmou ainda que foi convidado pelo presidente eleito para estar na semana que vem em Brasília, mas não confirmou se fará parte da equipe de transição do governo eleito. “A gente tem uma amizade muito grande e muito próxima, recebi convite para estar com ele, mas tá cedo para dizer as coisas ainda”, disse.

FUSÃO DOS MINISTÉRIOS

Na última 3ª feira (30.out.2018) articuladores do próximo governo confirmaram a decisão de fusão dos ministérios do Meio Ambiente e da Agricultura.

A junção foi declarada pelos ministros anunciados da Fazenda, Paulo Guedes, e da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, após reunião no Rio de Janeiro para discutir a transição do governo.

Atualmente, Agricultura e Meio Ambiente são pastas separadas. A fusão proposta por Bolsonaro tem 2 objetivos: reduzir ministérios de 29 para cerca de 15 e minimizar as discordâncias entre os 2 setores.

A decisão foi bastante criticada nas redes sociais, por líderes e instituições que defendem a causa ambiental.

A ex-ministra Marina Silva chamou a decisão de “desastrosa”. O atual ministro da Agricultura Blairo Maggi disse que medida “trará prejuízos incalculáveis ao agronegócio”Já o ministro do Meio Ambiente Edson Duarte disse que isso pode “resultar em danos para as duas agendas”.

JERÔNIMO GOERGEN PARA AGRICULTURA

Nabhan Garcia disse também que sugeriu o nome do deputado federal Jerônimo Goergen (PP-RS) para o cargo de ministro da Agricultura.

“É 1 deputado ruralista, faz parte da frente parlamentar da agropecuária, defendeu muitas situações que agradam a base produtora e seria 1 nome simpático. Poderão vir outros eventualmente, mas esse é 1 nome que foi levado para ele pela base produtora”, afirmou.

“Não quer dizer que ele será o ministro. Isso é uma coisa que vai ser analisada pelo presidente da República”, afirmou.

Os nomes para cargos nos ministérios do governo de Bolsonaro estão sendo anunciados oficialmente somente pelas redes sociais do militar.

Garcia negou que esteja pleiteando ocupar o cargo. “Tanto é que não tenho essa pretensão que vim trazer 1 nome aqui hoje. É uma situação constrangedora. Acho que, para qualquer cidadão que tenha pretensão a chegar a 1 cargo público, é muito incoerente é constrangedor chegar para 1 presidente da República e dizer: ‘Eu quero ser ministro’. Isso está fora de moda. Essa é a velha política que o Bolsonaro está abominando”, disse.

“Embora a imprensa e algum segmento da mídia tenha dado o meu nome como eventual ministro da Agricultura e a própria base tenha reivindicado, eu não tenho nenhuma expectativa nisso e nem é a minha meta. Como sou 1 produtor rural, como sou presidente de uma identidade que defende a classe produtora rural e o agronegócio, o meu dever é me preocupar com o agronegócio”, completou.

COMPOSIÇÃO DO GOVERNO

O presidente eleito recebeu também o pastor Silas Malafaia que, ao sair, disse que Bolsonaro comentou que há “1 monte de gente se intitulando e botando o nome na imprensa” como indicado para compor o governo, mas que iria surpreender a todos, porque não será pressionado para fazer as indicações.

Malafaia também comentou o encontro de Bolsonaro com o juiz Sérgio Moro, agendado para amanhã.

Segundo o pastor, a expectativa do presidente eleito é de ouvir o que pretende o magistrado, que foi apontado por Bolsonaro como 1 bom nome para o Ministério da Justiça ou para o Supremo Tribunal Federal.

Com informações da Agência Brasil