João Pessoa 19/09/2018 05:59Hs

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Morre o escritor Umberto Eco aos 84 anos

O escritor tem em sua lista de extensa de obras títulos como "O Nome da Rosa" e "O Pêndulo de Foucault".

humberto ecoUmberto Eco e seu livro “Número Zero” em sua passagem pelo Brasil.

Morreu na noite desta sexta-feira (19) o escritor, semiólogo e filólogo italiano Umberto Eco, de 84 anos. Segundo sua família, citada pelo jornal “La Repubblica”, o falecimento ocorreu às 22h30 (horário local), em Milão, na própria residência do intelectual.

Eco nasceu em Alessandria, no Piemonte, em 5 de janeiro de 1932, e entre os seus maiores sucessos literários estão “O nome da rosa”, de 1980, e “O pêndulo de Foucault”, de 1988. Sua última obra, “Número zero”, foi publicada no ano passado e fala sobre a redação imaginária de um jornal, com fortes referências à história política, jornalística e judiciária da Itália.

Além de romances de destaque internacional, o escritor também é autor de numerosos ensaios de semiótica, estética medieval, linguística e filosofia. Em 1988, fundou o Departamento de Comunicação da Universidade de San Marino. Desde 2008, era professor emérito e presidente da Escola Superior de Estudos Humanísticos da Universidade de Bolonha.

Além de romances de destaque internacional, o escritor também é autor de numerosos ensaios de semiótica, estética medieval, linguística e filosofia.
Reprodução

Além de romances de destaque internacional, o escritor também é autor de numerosos ensaios de semiótica, estética medieval, linguística e filosofia.

Recentemente, ao receber o título de doutor honoris causa em comunicação e cultura na Universidade de Turim, Eco havia feito duras críticas às redes sociais, dizendo que elas deram o direito à palavra a uma “legião de imbecis”. “Normalmente, eles [os imbecis] eram imediatamente calados, mas agora eles têm o mesmo direito à palavra de um Prêmio Nobel”, dissera o intelectual.

Segundo o italiano, a TV já havia colocado o “idiota da aldeia” em um patamar no qual ele se sentia superior. “O drama da Internet é que ela promoveu o idiota da aldeia a portador da verdade”, acrescentara. Uma de suas frases mais famosas é: “Quem não lê, aos 70 anos terá vivido só uma vida. Quem lê, terá vivido 5 mil anos. A leitura é uma imortalidade de trás para frente”.

Ig